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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E eis que gosto dos meus dias assim

Os dias mais simples são os melhores. Nada como acordar cedo, fazer tudo com calma, levantar o meu amor maior... derretê-lo com beijos. Sair para trabalhar e, depois de algumas reuniões francamente necessárias e aguardadas (???????? é mesmo...), ir buscá-lo à escola, onde fui convidada a participar na tarefa de grupo, onde pude conhecer os amigos do Gui, onde me ri a valer, onde estendi as pernas no chão... depois deixá-lo escolher o que fazer a seguir e obedecer criteriosamente aos seus pedidos. Hoje foram os seguintes:
- Primeiro: biblioteca;
- Segundo: jardim A. de Q.;
- Terceiro: compras;
- Quarto e último: casa.
Resumidamente passámos 3 horas, sozinhos, sem noção do tempo. Todo nosso. Da biblioteca trouxemos, talvez, o conto mais lido de sempre: O Capuchinho Vermelho, numa edição que não conhecíamos e que ele adorou... Depois de um choradinho conseguiu trazer o livro apesar da multa de um mês sem poder requisitar. Do jardim trouxemos um pau, esverdeado, cheio de musgo escorregadio e algumas folhas verdes torneadas a castanho. Das compras trouxemos pizza que vamos acabar de confeccionar agora. Em casa quis ver TV. :-)... e fez-me prometer que seria ele a contar a história do capuchinho antes de adormecer. Amo-o sem explicação.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Depois da tempestade

Vem aquilo que todos sabem. A semana que passou foi de grande inquietação mental, e física também, inevitavelmente. Felizmente o tempo não fica suspenso nessa inconstância e a normalidade instala-se. Por norma, por aqui, é assim.
O Gui regressou ontem à escola. A mãe também. Sensação agridoce. Regressar ao trabalho, adaptar-me as trabalhos estagnados. Começar outra vez. Por outro lado, estar circunscrita às "quatro" paredes de minha casa, pela pior causa de todas, faz-me sentir inútil e inerte.
Então: o Gui continua a tomar o seu antibiótico e, talvez por isso, está em plena forma. Hoje, possivelmente, iremos à aula de Gymboree com a amiga F. A alimentação (o seu calcanhar de Aquiles) continua má e o "homem do saco cinzento, grande e escuro" ainda não partiu.
Da terapia da fala registamos o seguinte: o processo deverá ser mais simples e curto do que inicialmente imaginámos. Os exercícios que tem de fazer obrigatoriamente têm uma alternativa menos inflexível e ele fá-los sem notar. E, todos eles, são de uma simplicidade cruel. Pequenos passos para grandes conquistas. É possível compreender que gestos tão simples como os que tem agora e que raramente concretizava, poderiam ter feito a diferença e talvez não tivesse de se submeter a esta etapa neste momento.
p.ex:
- Soprar através de uma palha.
- Beber por uma palha.
- Soprar
- Encher balões
- Apitar (língua da sogra ou o apito do papá)
- Encher a boca com líquidos.
- etc.
Portanto, enquanto mãe, aqui deixo o meu conselho:
Deixem-nos fazer tudo... :-)... se antes queria que ele bebesse água por um copo, agora quero muito que conquiste a palha... outra vez ;-).

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Rotinas de final de dia

Temos feito coisas interessantes depois do Gui sair da creche. Por norma, antes e o ir buscar, preparo tudo em casa para depois lhe dedicar algum tempo de qualidade. Algo que temos conseguido e isso tem reflectido-se no seu bom humor. Temos "escrito" cartas para familiares e quando ele quer vamos ao posto de correios enviar. Adora todo o processo que isso implica. Sente-se "Quexido".
Outros dias, na sua maioria, opta por querer ir à biblioteca... onde estamos sentados no chão a ler, jogar, rebolar e mimar... depois ele escolhe alguns livros para ler ao deitar... e... adivinhem lá qual é o livro favorito e que nunca quer trocar????? Lá está: Pedro e o Lobo. AMA de coração, de tal forma que ontem na creche quis dormir com o livro... no carro vai com o livro na mão enquanto ouve a história, em casa permanece com ele e quando não está com o livro está a fazer questões sobre a história... adoro!