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quarta-feira, 8 de junho de 2011

A minha irmã gémea...

Descobri que devo ter uma irmã gémea aqui na ilha. Há mais de um ano que me perguntam, pessoas diferentes, em espaços diferentes e em dias bem diferentes, se sou a "...."??? Digo que não e tento tirar mais informações acerca dela, agora começo a ficar curiosa, gostava de a ver, porque não é todos os dias que temos o privilégio de conhecer alguém muito semelhante, fisicamente, a nós. Ontem foi no mercado, na banca das frutas: "É a filha da Dona "......"?" -Não, não sou, mas porquê? - "Por nada, é que é mesmo igual à filha, pensei que fosse a filha dela, desculpe". Não há problema, é que começo a ficar curiosa porque já não é a primeira pessoa a dizer-me isso... que é a Sra?" E então, lá obtive uma resposta mais concreta... pode ser que um dia me cruze com ela e me veja ao espelho. ;-)

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Da creche do Gui pediram-nos um poema para festa de despedida dos finalistas. Já está. E está tão giro.... :-). Estou curiosa acerca da festa, mas tenho o coração apertado, como muitos de vocês deduzem, com a despedida dos seus amiguinhos (alguns seguem para a mesma escola e mesma sala na próxima escola) e das suas cuidadoras: A.P., M., C., e S., que todos os dias fazem um bocadinho o meu papel e me têm ajudado a educar e a cuidar do Gui o melhor que podem...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Finalista...

...E é assim, felizmente o nosso menino é finalista, significa que está a crescer... infelizmente terá de mudar de escola, significa que temos nova adaptação em Setembro e que rezar muito para que tenhamos acertado na nossa escolha. E, como é hábito nesta creche, hoje o Gui e os seus amigos finalistas, vão tirar uma fotografia a rigor. Saiu de casa com gel no cabelo, embora duvido que dure, arranjadinho. Fico curiosa para ver o resultado.
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A caminho da escola disse-lhe, mais uma vez, que daqui a algum tempo vai prá escola nova. Disse-me que não queria ir. Ontem, ao pai, disse que não ía comer mais para não crescer e não ir para a outra escola, pois dizemos-lhe sempre que tem de comer para crescer muito e poder ir para a escola dos meninos mais crescido.
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Ontem, também, disse-lhe que faltam poucos dias para voltarmos pra casa dos avós e dos primos... e para meus espanto ele respondeu: "Não mãe, eu não quero ir. Gosto muito da minha casa. Quero ficar aqui." - Respondi: "Oh, filho, mas tu gostas tanto de estar lá..." ao que ele retribuiu: "Pronto, mas vamos só um dia, porque eu gosto muito desta minha casa." E... se por um lado ouvir isto tem um sabor amargo, cada vez mais me consciencializo que é aqui a minha terra agora e, mais do que minha, é a terra dele... é aqui a sua casa, é aqui que estão os seus amigos, a sua escola, a sua praia... Será que o destino nos reservou muitos anos por cá? Devemos investir nesta nossa estadia por cá, ou devemos, ao invés, sonhar com o regresso????

terça-feira, 10 de maio de 2011

Não quero ir à escola. Poças...

"Mãe, não quero ir à escola... 5ª feira vou, hoje não."

- mas filho, a mãe tem de ir trabalhar. Eu vou para a minha escola, o pai vai prá escola dele e tu vais para a tua...

- "Não mãe, a escola está muito cheia... há muitos meninos."

- Mas eles são os teus amigos, tu gostas de ir à escola, não é...

- "Oh mãe, promete, vá lá, hoje não vou à escola, prometes?"

- não pode ser Gui... tens mesmo de ir...

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E, com o coração mais fraco do que uma palha lá fui levá-lo depois de lhe prometer que iria buscá-lo o mais depressa que pudesse. Abraçou-me forte antes de se sentar, deu-me dois beijos imensooooooooooooos e eu saí, mas não sem antes dizer à educadora que ele me tinha pedido para não ir e que hoje não foi a primeira vez. Sinto-me impotente. IMPOTENTE!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

PicNic



E, todos os dias de sol (por favor vem definitivamente), quando o vou buscar, dou por mim a sentar-me na relva e a brincar à bola, enquanto outros procuram lagartixas nos buracos da parede de pedra vulcânica. É um espectáculo. Acordam por volta das 14h 30m. e logo depois saem da sala e vão directos para o jardim (rico, tipicamente de cá, com flores de mil tipos e árvores idem-aspas) fazer o picnic. É o que eu chamo de "lugar-ideal-para-se-deixar-uma-criança-caso-a-mãe-não-possa-ficar-com-ele." Seguramente não é cansativo nem exaustivo para estes meninos privilegiados que lancham à sombra de árvores, naturalmente, com agrado, enquanto riem e convivem com amigos e educadoras (o Gui tem uma educadora e três auxiliares - estas, a meu ver, são tão educadoras como a educadora - todas fantásticas, que o mimam e educam como se pode desejar). E por isso tudo, tenho notado uma alegria a explodir dentro dele. Pois o único período que passa dentro da sala de aula é de manhã e durante a sesta... depois respira ar puro e está com a tal "matéria" como adoro chamar-lhe por ser mesmo esse o seu nome. Escusado também será dizer que quando chego junto dele as suas mãos já estão carregadas de folhas e/ou pedras. Ontem a euforia dele foi uma folha de dois tons (amarelo e verde) que deu tema de conversa para toda a viagem de carro: "Poquê esta fôia tem duas coies mãe?". Ora bem. Inicialmente a resposta até parece fácil... mas um porquê tem outro porquê e outro e outro e outro... até se esgotarem as possibilidades. :-)



p.s importante: e nesse jardim da escola não há escorregas, baloiços, balançés, nada, nada, nadinha... para além de uma estufa onde irão cultivar brevemente :-)... É puramente NATURAL. ihih... :-)))))))))) Pés na erva!


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À noite, inesperadamente, fomos jantar ao MC com a amiguinha F. Terminaram, já se sabe, no escorrega. As conversas que dentro desse espaço ecoavam puseram-me a pensar que estas crianças estão a crescer a velocidade descontrolada:


-"Ei, isto aqui é mesmo fixe, não é?"


- "Sim, aqui é mesmo fixe, é mesmo bom".

-"És a minha amiga?"

-"Sim, pois sou a tua amiga..."


-"Anda atrás de mim, vamos descer de cabeça"


-"Tá bem, depois vou eu, vá, vai!"

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Celebrar a Primavera

Para celebrar a Primavera o Gui e os seus amigos na sua escola plantaram flores e agora esperam, pacientemente... e para compreenderem bem a importância dos elementos nos seres vivos, neste caso concreto em particular, decidiram plantar uma sementinha, num vaso, e guardá-la num local fechado, sem luz...
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Ele contou-me todo o processo e a importância de cada um dos elementos vitais. Estou feliz porque a semana das birras ficou lá atrás, esta foi bem mais calma.
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Ao entrar na creche apanhei um susto dos grandes. Um papel na porta de entrada dizia:
"Informamos todos os encarregados de educação que na próxima 3ª, 4ª e 5ª feira a creche encerrará para limpeza profunda"
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???????????????????????????????
O quêêêêê????????????????????????????????????????????
OOOOOOOOOOOOOOOO QUÊÊÊÊÊÊÊÊ?????????????????????????????
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOQUÊÊÊ?????????????
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Depois de quase mudar a cor do rosto de rosa pálido para roxo esverdeado... a C., a Srª da recepção, assustada com o pânico instalado em mim, lá retorquiu: "Pense que dia é..."
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ao que eu lá respondi, sem pensar muito: "Sim.... é dia de reuniões, é o dia das minhas úúúúúúúúllllllllltimas reuniões................." enquanto encontrava solução mental para os meus problemas acabados de aparecer chapados naquela folha de papel branco.
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Ups
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1 de Abril.... RAIOS!!!
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Depois de andar o dia inteiro a ouvir piadas: "Olha o que tens no casaco?", "Prof... cuidado....", "Não sabes? Hoje há formação...!", finalmente uma piada de meter medo, assim sim...


p.s - já tenho o Cuquedo ;-)!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Então...


...parece definitivo o abandono da chupeta. À noite nunca mais a pediu, embora de manhã tenha acordado um pouco mais cedo e a pedir a "pê"com alguma saudade. Volto a repetir-me, mas nunca imaginei que isto fosse acontecer para já, tendo em linha de conta a verdadeira adoração pela chupeta. Então, visto ser esse o maior objectivo desde que iniciou a terapia da fala, hoje levamos novidades muito boas à nossa terapeuta... bom, levamos caso a febre baixe, é, é que ontem ao tirar a teima, pois parecia-me mais quente do que o habitual, já estava com 38,5º. Acordou completamente molhado por volta das 22h 30m, depois de seco adormeceu e passou bem o resto da noite até às 6h, altura em que quis ir pra junto de mim. SIMMMMMMMMM. E nunca mais adormceu. O pai ficou com ele de manhã, eu fico de tarde.

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Da terapia da fala...

Ao fazer os exercícios do "P" foi desenvolvendo em simultâneo a facilidade em reproduzir as restantes labiais: M, F e V... nos contextos em que sentia mais dificuldade. As evoluções são deveras grandes e já pouco se nota a sua dificuldade... hoje, então, veremos o que nos vai ser dito. Vamos cruzar os dedos, mas o feeling é bom ;-).

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P.s - Ele e a restante turma, da sua sala, estão numa onda de desobediência e, na semana passada, fartei-me de ouvir: "não dormiu", "Fez birra", "Não queria sentar-se e só queria correr com os amigos...". Ai ai... Tenho de ser mais firme...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E eis que gosto dos meus dias assim

Os dias mais simples são os melhores. Nada como acordar cedo, fazer tudo com calma, levantar o meu amor maior... derretê-lo com beijos. Sair para trabalhar e, depois de algumas reuniões francamente necessárias e aguardadas (???????? é mesmo...), ir buscá-lo à escola, onde fui convidada a participar na tarefa de grupo, onde pude conhecer os amigos do Gui, onde me ri a valer, onde estendi as pernas no chão... depois deixá-lo escolher o que fazer a seguir e obedecer criteriosamente aos seus pedidos. Hoje foram os seguintes:
- Primeiro: biblioteca;
- Segundo: jardim A. de Q.;
- Terceiro: compras;
- Quarto e último: casa.
Resumidamente passámos 3 horas, sozinhos, sem noção do tempo. Todo nosso. Da biblioteca trouxemos, talvez, o conto mais lido de sempre: O Capuchinho Vermelho, numa edição que não conhecíamos e que ele adorou... Depois de um choradinho conseguiu trazer o livro apesar da multa de um mês sem poder requisitar. Do jardim trouxemos um pau, esverdeado, cheio de musgo escorregadio e algumas folhas verdes torneadas a castanho. Das compras trouxemos pizza que vamos acabar de confeccionar agora. Em casa quis ver TV. :-)... e fez-me prometer que seria ele a contar a história do capuchinho antes de adormecer. Amo-o sem explicação.