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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Viternum... e a saga da alimentação.

Até aos 18 meses nunca tive problemas com a alimentação do Gui. Era boa boca. Aos 18 meses fomos visitados pela primeira estomatite aftosa que superou largamente o que esperávamos em termos de sofrimento, dor e ângustia. Desde então, talvez pela pressão e persistência para que comesse (sem calcular a dor que tinha...), o Gui mudou completamente. Tem dias em que é mais fácil fazer com que coma, mas outros é o verdadeiro drama... ontem e alguns dias antes, na escola, foi o caos... demorou duas horas e meia para almoçar. Não dormiu... não comeu. Ora, 2h/30m... é tempo demasiado para insistir com uma criança que coma, para além de a comida já estar mais do que fria e com aspecto deplorável... por isso tomei imediatamente duas decisões. 1ª - pedi às suas cuidadoras que a partir de agora não devem insistir com o 2º prato (o drama), se quiser óptimo, se não quiser não é para insistir. 2º - Decidi ali mesmo que iria à pediatra pedir um estimulante do apetite (é lógico que estou preocupada...) para tentar que tenha fome ou, pelo menos, vontade de comer autonomamente, já que requer 99% das vezes ajuda para comer. Ai.



Daí... não fui à pediatra, fui directa à primeira farmácia e pedi o melhor e mais eficaz. Terei de dar 5ml 3 vezes por dia. Comecei de imediato. 5 ml ao lache às 16h e 5ml ao jantar às 19h.

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Ironia das ironias, coincidência ao não, o Gui jantou a sopa, um prato de massa com bolonhesa e ainda comeu o risoto de cogumelos e espinafres (confesso que estou perita e estava delicioso.....) que tinha colocado no meu prato. Filho da mãe, deixa-me angustiada e depois faz-me destas. Uma coisa que notei ontem no Gui foi uma terrível necessidade de atenção. Agora faço um resumo do seu dia e ponho-me no lugar dele... eu estaria pior: acordou às 6h da manhã e já não voltou a dormir. Foi prá escola e prá visita de estudo aos bombeiros... voltou e desde as 12h às 14h e 30m teve alguém a insistir com ele para que comesse... não fez a sesta... os amigos acordaram e Às 15h voltou pró refeitório... de onde saiu às 15h e 40m porque o salvei de nova insistência para comer... Fomos à framácia e depois de brincar com ele 45m no quarto dele com legos a montar torres e depois com carros a fazer corridas, pediu para ver um filme. Depois disso ficou irrequieto, até jantou extraordinariamente bem e estava estoirado e o dia acabou com a monumental birra... a segunda pior de sempre. Mas, não faria, eu, birra, se o meu dia tivesse sido igual...???? Meu querido filho. Hoje estive a 1 minuto de faltar ao trabalho para ficar com ele... mas já faltam poucas horas para um fim de semana prolongado... depois compenso... ufa!



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dúvidas e mais dúvidas...

Devo ser muito parva ou muito insegura, porque a minha cabeça anda sempre à volta do mesmo. Desta vez é a pré. Ainda a pré. Ainda a pré. Ainda a pré... ainda a.... ainda... AIND...

Ontem foi o nosso dia. Fizemos a sesta juntos. Passei o tempo todo a olhar pra sua cara (um doce) e os receios atormentaram-me mais uma vez... a transição para outra escola vai ser penosa. Diz-me aquele instinto. Diz-me.

Na 6ª feira, num ataque de ansiedade, vi-me implantada na pré da básica onde trabalho. Saí de lá com as fichas de inscrição e cheinha de medos.

Com lugar garantido numa escola ainda continuo a procurar o lugar ideal. E dou por mim, neste instante, a procurar uma utopia, porque para mim, a escola perfeita é em casa, ao meu lado... enfim...

Dou por mim a imaginá-lo largado à entrada da escola a chorar enquanto me afasto. Dou por mim a pensar no gelo que vai sentir. Dou por mim a andar a 170km pra ir buscá-lo mais depressa... se possível...

O pânico instala-se mais ainda quando me lembro que, na escola onde está inscrito, as regras são: deixar a criança com a educadora logo no hall de entrada do edifício e ir embora. Ou seja, os pais não circulam dentro da escola, nos corredores... à saída, a funcionária, que está ali só para isso, liga para a sala e chama a/s criança/s dos pais que aguardam... e a educadora vem e entrega. Bom, eu sou maezinha pra entrar ali por dentro na certeza de que ninguém me vai prender. Até porque vou pagar. Entrar e ver como está. Como se enquadra no novo ambiente. Como são as suas reacções. Como é o seu olhar.

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Nesta escola, actualmente, entro, sento-me com eles, sou convidada para contar histórias ou cantar-lhes uma música... logo aí é concretizada a ligação escola/casa que eu tanto valorizo. Uma é o prolongamento da outra. Saio de lá, como ele, todos os dias depois de ali permanecer entre 20 a 30m... e depois de saber concretamente como foi o seu dia naquele espaço, onde comeu, brincou, dormiu, fez a sua higiene... eu preciso disso... preciso mesmo. É assim que deve ser. Acho eu, mãe galinha. Mãe ansiosa e stressada.

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Vou jogar no euromilhões. Vou. Vou VOUUUUUUUUUUUUUUUUUU

sexta-feira, 18 de março de 2011

creche


E pronto, inscrevemos o Gui no colégio que, esperamos, seja mesmo o definitivo... depois de muito ouvir, ver e ponderar, optámos por um, algo conceituado, mais distante de casa, mas que nos garantem ser fantástico a nível afectivo também!!!, já que essa sempre foi a nossa primordial preocupação. Será sempre uma transição difícil, mas também sabemos que pelo menos 3 amigos da sala do Gui também estarão com ele nos próximos anos naquele espaço, o que facilitará um pouco a sua adaptação. Contudo, o facto de mudar de um espaço com cerca de 50 crianças para um espaço com 150 crianças entre os 3 e os 9 anos é assustador, sendo ele ainda tão pequeno. Tudo se fará...

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Coisas boas do espaço:

Deslumbrante luz ambiente, muita luz natural.

Paredes lindas e claras.

Espaço com um ano com material top.

Pessoas fantásticas.

Referências 5* de colegas próximos.

Espaço exterior com vista privilegiada para o mar e com diversos pontos de interesse para brincadeiras...

Entre muitas outras...

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Coisa menos boas:

Caro pra xuxu. :-(

Distância maior.

Cumprimento rigido de horários...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Procura dos JI

Passei a tarde a ver Jardins de Infância e a inscrever o Gui em alguns deles, mas confesso-me assustada e assustada e com vontade de chorar. Apenas um ou dois preenchem grande parte (não a totalidade) dos requisitos que desejo para ele. Fui aos mais conceituados ($???), excluí os que têm referências negativas, e fui a alguns que até desconhecia a sua existência. Os mais conceituados têm e usa regras firmes e programas de ensino "exclusivos para formar cidadãos mais cultos e com melhor formação". Sério? Robots... talvez. "Fazemos questão que entrem e saiam a horas rigorosamente estabelecidas"... Hum hum... "Ao valor da mensalidade é necessário acrescentar o prolongamento, as actividades extra curriculares e 70 euros se quiser que ele faça cá as refeições." Boa! Como garantem assistência no "prolongamento"? "Tem sempre alguém a vigiar". Hum hum... E onde ficam? "Temos salas com os melhores equipamentos, onde as crianças, independentemente da idade, ficam.... OK OK... vou ali e já volto, sim? Obrigada.
Não fui aos "negativos". Inscrevi-o nos 3 que desejamos porque cumprem o que mais desejamos para ele: Boas instalações, boa equipa pedagógica, aconchego, carinho, atenção, sestas, espaços abertos e seguros, actividades lúdicas...
Um deles, é o JI "gémeo" da creche do Gui. O Funcionamento é muito parecido, a equipa pedagógica tem a mesma formação da creche do Gui e todos se relacionam. Era, desde sempre a que nós colocámos em primeiro lugar, já na altura de escolher a creche, por isso... vamos fazer figas. ;-)
Mas o resumo do meu dia ontem foi: drama. E repetindo as palavras de uma amiga: "as creches, na sua maioria, são castradoras". Entrei numa, que desconhecia e da qual me falaram bem e fiquei agoniada. Entrei lá às 13h para pedir informações. Estavam, um grupo de crianças, a ver TV (não reparei o canal, mas não era nada seleccionado. Pediram-me para regressar às 16h para falar com a Educadora que tinha ido almoçar. Cheguei à hora marcada. O Grupo de alunos mantinha-se no mesmo lugar, desta vez a ver circo... na TV. À sua volta, sentadas no chão, permaneciam as 2 auxiliares, sentadas no mesmo lugar. Veio falar comigo a educadora, cansada, exausta e que me perguntou se não poderia regressar noutro dia, já que não sabia "para onde se virar". Disse-lhe que não. Queria ver. Mostrou-me as instalações (novas em folha) e as únicas duas salas de aula (abertas por uma porta que une ambas) onde as crianças (50 no seu total) de todas as idades se juntam independentemente da idade e segundo ordem de chegada. Não vi trabalhos. Os mais novos desceram da sala de dormir. Estavam a preparar o lanche. Lá fora, um espaço de 30m quadrados, acolhia um escorrega, um baloiço e dois cavalos de baloiço, para onde todas as crianças vão quando o tempo permite...
Saí dali e fui directa buscar o Gui. A emoção tomou conta de mim. A raiva também. Ele não poderá ali continuar independentemente da quantidade (imensa) do nosso desejo. Impotência. Sem barulho, todos nos olham e sorriem, as crianças não choram, comem com a máxima higiene e têm em cada criança um ser que requer cuidado e atenção. Com carinho encaminham-nos para as salas, limpas mais do que 2 vezes por dia. Nas salas criam, inventam e estão seguras. A sala do Gui tem uma educadora e três auxiliares. São 14 crianças. Ele devolve-me o beijinho que lhe deixo na mão fechada (todos os dias) e abraça-me enquanto partilha com os seus amigos que aquela é "a minha mamã!" :-). Saímos de lá acenando e dando beijinhos a quantos aparecem. É uma família. Quando voltarei a encontrar isto?
Suspiro.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Finalista da creche

Com o anuncio de que "O seu filho é finalista desta escola" e "Sugerimos que inicie já a inscrição noutros estabelecimentos de ensino... junto enviamos toda a listagem dos JIs privados e públicos disponíveis" voltamos a procurar o local ideal, de preferência tão bom ou melhor do que o actual, para deixar o nosso príncipe.
Desejem-nos sorte ;-)
P.s - Hoje o adormecer e as histórias ficaram da responsabilidade do papá. Do escritório pude ouvir a conversa:
Pai - Só mais esta Gui, prometes?
Gui - Hum, hum...
Pai- blá blá blá (história)
Gui - Agora este papá.
Pai - Bem, Gui, este era o último.
Gui - Não papá, só mais este.
Pai - Bem, este é mesmoooooooooooo o último.
Gui - (silêncio)
Pai - blá blá blá... Pronto, vitória vitória, acabou a história!
Gui - Mais este papá...
Pai - Não Gui. Acabou mesmo.
Gui - Bem... mau, mau, papá!
Pai - Mau mau?????? (entre risos escondidos) Bem, bem... Hum.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A sopa

Depois de uma semana inteira sem provar sopa, eis que ela regressa... e então: "Mais uma colher mamã, não custa nada, poix não?" não sei se a tentar mentalizar-se ou a tentar convencer-me :-).
E o Gui, que é o mais "manso" da turminha, ontem decidiu "fazer folia" e não deixar dormir ninguém, especialmente o H. que dorme mesmo ao lado dele... fez cócegas, ria-se, dizia aos outros: "não dome"... lol. Tive de o chamar à razão, claro, mas não deixei de ficar contente ihih... o meu rapazito está a ficar espiguitadote ;-)...
À noite, nem sempre tenho vontade de contar muuuuuuuuuuuuuuitas histórias. Depois de alguma insistência dele: "Mãe, vá lá, maix uma história" cedo e volto a deitar-me junto dele com o meu braço debaixo da sua cabeça... a reacção dele é deliciosa. Abraça-me e diz: "Obigado, obigado mamã, gosto taaaanto de ti"! Há coisa que se compare????