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quinta-feira, 3 de março de 2011

Estreia

Até ontem nunca tivemos nenhuma queixa de agressão, por iniciativa do Gui. Mas como em tudo há uma primeira vez, parece que o nosso pequeno homenzinho quis fazer a sua estreia ontem. Na creche, ao ver um amigo com um dos seus brinquedos favoritos (uma couve-flor de borracha), impôs a sua vontade à força, sem antes pedir... e bateu no pequenos S. Quando me contaram fiquei muito surpreendida não só por ter sido ele a iniciar a atitude, mas também pela forma como o fez. Fez sangue. Conversei com ele, de imediato, na escola e depois no carro. A solução que ele encontrou para se desculpar foi pedindo-me que comprássemos um chocolate ao S. "Pa num doe-le mais e pa ficá bom da boca". Concordei. Fomos às compras e de uma gama interminável de chocolates escolheu um tubo de pintarolas com o Noddy em 3D. Pronto, ele lá sabe.
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Em casa educamo-lo de forma a nunca ser agressivo, mas sabendo como ele é frágil e emotivo, como se ofende por pouco e se encosta de lado quando se impõem, tentamos dizer-lhe que pode manifestar-se mais, impor as suas vontades e defender-se mais. Parece, então, que levou à letra o que lhe dissemos. Bom, não no sentido literal, senão não teria batido nem iniciado a briga.
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Na escola ficou de castigo. Achei muito bem. Acabou por pedir desculpa à A.P. por ter feito uma gritaria de todo o tamanho quando o brinquedo não lhe foi entregue, por ter esperneado, por ter gritado sem ouvir ninguém e por ter acordado dois amigos na hora da sesta, mas não pediu ao seu amiguinho.
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Nós, continuamos à procura de jardim de infância, apesar de já termos vaga garantida num deles. É que algumas referências não são as melhores. Ontem fui visitar as instalações de um e saber em concreto que tipo de condições físicas e humanas podem garantir. Fiquei mais satisfeita, mais ainda quando, à saída, encontrei uma colega de trabalho que me garantiu sucesso e qualidade (afectos... que é o que pretendo acima de qualquer coisa...). Veremos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Procura dos JI

Passei a tarde a ver Jardins de Infância e a inscrever o Gui em alguns deles, mas confesso-me assustada e assustada e com vontade de chorar. Apenas um ou dois preenchem grande parte (não a totalidade) dos requisitos que desejo para ele. Fui aos mais conceituados ($???), excluí os que têm referências negativas, e fui a alguns que até desconhecia a sua existência. Os mais conceituados têm e usa regras firmes e programas de ensino "exclusivos para formar cidadãos mais cultos e com melhor formação". Sério? Robots... talvez. "Fazemos questão que entrem e saiam a horas rigorosamente estabelecidas"... Hum hum... "Ao valor da mensalidade é necessário acrescentar o prolongamento, as actividades extra curriculares e 70 euros se quiser que ele faça cá as refeições." Boa! Como garantem assistência no "prolongamento"? "Tem sempre alguém a vigiar". Hum hum... E onde ficam? "Temos salas com os melhores equipamentos, onde as crianças, independentemente da idade, ficam.... OK OK... vou ali e já volto, sim? Obrigada.
Não fui aos "negativos". Inscrevi-o nos 3 que desejamos porque cumprem o que mais desejamos para ele: Boas instalações, boa equipa pedagógica, aconchego, carinho, atenção, sestas, espaços abertos e seguros, actividades lúdicas...
Um deles, é o JI "gémeo" da creche do Gui. O Funcionamento é muito parecido, a equipa pedagógica tem a mesma formação da creche do Gui e todos se relacionam. Era, desde sempre a que nós colocámos em primeiro lugar, já na altura de escolher a creche, por isso... vamos fazer figas. ;-)
Mas o resumo do meu dia ontem foi: drama. E repetindo as palavras de uma amiga: "as creches, na sua maioria, são castradoras". Entrei numa, que desconhecia e da qual me falaram bem e fiquei agoniada. Entrei lá às 13h para pedir informações. Estavam, um grupo de crianças, a ver TV (não reparei o canal, mas não era nada seleccionado. Pediram-me para regressar às 16h para falar com a Educadora que tinha ido almoçar. Cheguei à hora marcada. O Grupo de alunos mantinha-se no mesmo lugar, desta vez a ver circo... na TV. À sua volta, sentadas no chão, permaneciam as 2 auxiliares, sentadas no mesmo lugar. Veio falar comigo a educadora, cansada, exausta e que me perguntou se não poderia regressar noutro dia, já que não sabia "para onde se virar". Disse-lhe que não. Queria ver. Mostrou-me as instalações (novas em folha) e as únicas duas salas de aula (abertas por uma porta que une ambas) onde as crianças (50 no seu total) de todas as idades se juntam independentemente da idade e segundo ordem de chegada. Não vi trabalhos. Os mais novos desceram da sala de dormir. Estavam a preparar o lanche. Lá fora, um espaço de 30m quadrados, acolhia um escorrega, um baloiço e dois cavalos de baloiço, para onde todas as crianças vão quando o tempo permite...
Saí dali e fui directa buscar o Gui. A emoção tomou conta de mim. A raiva também. Ele não poderá ali continuar independentemente da quantidade (imensa) do nosso desejo. Impotência. Sem barulho, todos nos olham e sorriem, as crianças não choram, comem com a máxima higiene e têm em cada criança um ser que requer cuidado e atenção. Com carinho encaminham-nos para as salas, limpas mais do que 2 vezes por dia. Nas salas criam, inventam e estão seguras. A sala do Gui tem uma educadora e três auxiliares. São 14 crianças. Ele devolve-me o beijinho que lhe deixo na mão fechada (todos os dias) e abraça-me enquanto partilha com os seus amigos que aquela é "a minha mamã!" :-). Saímos de lá acenando e dando beijinhos a quantos aparecem. É uma família. Quando voltarei a encontrar isto?
Suspiro.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Finalista da creche

Com o anuncio de que "O seu filho é finalista desta escola" e "Sugerimos que inicie já a inscrição noutros estabelecimentos de ensino... junto enviamos toda a listagem dos JIs privados e públicos disponíveis" voltamos a procurar o local ideal, de preferência tão bom ou melhor do que o actual, para deixar o nosso príncipe.
Desejem-nos sorte ;-)
P.s - Hoje o adormecer e as histórias ficaram da responsabilidade do papá. Do escritório pude ouvir a conversa:
Pai - Só mais esta Gui, prometes?
Gui - Hum, hum...
Pai- blá blá blá (história)
Gui - Agora este papá.
Pai - Bem, Gui, este era o último.
Gui - Não papá, só mais este.
Pai - Bem, este é mesmoooooooooooo o último.
Gui - (silêncio)
Pai - blá blá blá... Pronto, vitória vitória, acabou a história!
Gui - Mais este papá...
Pai - Não Gui. Acabou mesmo.
Gui - Bem... mau, mau, papá!
Pai - Mau mau?????? (entre risos escondidos) Bem, bem... Hum.