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quinta-feira, 24 de março de 2011

Nunca...

...imaginei, há uns anos atrás, que o simples facto do meu filho dormir uma noite sem a chupeta me deixasse com tamanha felicidade. Principalmente, nunca pensei que uma chupeta pudesse causar tantos danos.
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Ontem, depois da história contada por mim, como sempre, foi a vez do pai. E em vez de regressar como sempre... voltou com a chupeta na mão. "O Gui prometeu que dormia sem ela." :-) :-) :-) E hoje cumpriu.
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Se cumprir todos os dias a partir de agora... esperam-se grandes evoluções ao nível da fala e da terapia que, a meu ver, já cumpriu o seu dever. Só faltava mesmo esta mudança. Não há ainda foguetes, mas é uma evolução e então... vamos cruzar os dedos para guardar a chupeta de uma vez por todas!
Torçam por nós ;-).

segunda-feira, 14 de março de 2011

Terapia da Fala

E, por esta altura, a dificuldade em proferir o M e o B começa a ser menor, sendo que já as diz na maioria das palavras. Notamos também uma melhoria no P, por isso, estamos muito satisfeitos. Mantém alguma dificuldade em palavras que interiormente assimilou e que diz com muita frequência. Parece-me que basta mais um clic e tudo passa.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Terapia da fala

E... graças à notória evolução do Gui... a terapia passa a ser de 15 em 15 dias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A letra P

a vez do P...
Ora, das últimas sessões da terapia da fala trazemos mais calma, porque as dificuldades do Gui estão a ser determinadas e bem definidas. Então, o P, de papá e de pão é a letra que tem sido o foco das atenções. Pois, aquando da avaliação, o Gui nunca disse o P em palavras com mais do que uma sílaba, a menos que elas se repitam. Passo a exemplificar, pode ser que o meu testemunho sirva de ajuda, seja ela qual for:
Copo: Coqui.
Tapete: taquete
Sapato: satato
Pato: tato
Põe: tõe
Pipi / papa / pepe /popo e pupu (dissilados) não apresentam dificuldade.
Pai /pá / pão / pé/ e sílabas isoladas não tem qualquer problema.
A dificuldade, neste momento reside em trabalhar os lábios, os maxilares e ir brincando/trabalhando estes sons (a par do que já descrevi em posts anteriores) da forma mais agradável e despercebida para ele. Trabalhar também, mais, a consciência fonológica. Não sei como... Este menino já sabe o alfabeto há quase um ano... junta sílabas, identifica algumas palavras e reconhece outras. Não posso nem devo nem quero insistir mais com ele. Ao ouvir a nossa terapeuta falar, ocorre-me sempre o facto de que não podíamos estar a agir de forma mais correcta e, mais uma vez me questiono em dois sentidos. Primeiro, estaremos a precipitar-nos? A resposta será um NÃO, já que foi feito todo o processo avaliativo e a própria terapeuta disse que seria mesmo necessário passar por esta fase. Segundo, o que aconteceria se não nos preocupássemos e não estivessemos atentos? Bom...
As dicas são basicamente as mesmas da semana anterior, mas agora avançámos um pouco. Trouxemos para casa algumas apresentações PP que o Gui terá de fazer. Algo que lhe dá um prazer tremendo... mexer no computador é o sonho de qualquer miúdo dos 0 aos 18 anos... ;-)
Além disso trazemos recomendações para grandes leituras. "Oh, Drª, mais não pode ser... senão começamos às 20h e acabamos às 23h... isto para não falar dos dias em que vamos 1 ou 2 horas à biblioteca...". Bom, a sério. às vezes fico esgotada, mas na realidade ele tem o gosto e eu partilho-o a 100%. Aliás, deduzo que em alguma coisa saiu à mãe. :-). Tento não focar a minha atenção na sua dificuldade, antes nas suas capacidades comunicativas e nos seus conhecimentos, porque senão a frustração seria bem maior.
Hoje entrou, eufórico, no gabinete, sentou-se, pousou os dois livros em cima da secretária e, mesmo antes que a drª começasse a falar, começou ele a contar as duas histórias. primeiro, o Pedro e o Lobo, a sua imensa e crescente paixão, depois a segunda, o Capuchinho Vermelho. Logicamente que no meio de tanto entusiasmo e euforia metade das palavras foi à vida, mas é um espanto a entoação, a emoção e o envolvimento que ele entrega à história. Aliás, ele tem vindo a dominar as sessões de terapia... já que só quer falar, perguntar, brincar com todos os estímulos positivos que existem naquela sala...
Expressões dele que quero aqui guardar:
"Oh mãe, tu estás tooooooooooooonta!"
"Às vezes tu enganaste nestas coisas..."
"A hipótese estava errada?"
"Aquele conjunto de casas é o Paim"
"Mãe, naquele sinal castanho diz Paim, vira à direita mãe"
"Mãe, só podes carregar uma vez no comando senão o portão fica avariado, ok mãe?"
"Mãe, a minha barriga está grande. Eu sou o lobo? Eu comi o pato?" lol
"Mãe já posso virar a página? É nesta folha essa parte da música..."
Expressões:
"Ah, tá bem..."
"Ta bém????? Tá????"
"Ahhhhhh, muito bem..."
"Oh pá, tu enganaste-te" ;-)
P.s - Um ou outro pormenor que considero lindo/os:
Faz os diálogos completos das histórias. Ou seja, imita uma personagem e no segundo depois transforma-se noutra. Exemplo: "Pedro, não podes ir prá floresta, porque tem lá um enorme lobo cinzento..." - "ah, está bem, fico aqui no jardim a brincar com o amigo pássaro".
Ele acha, muitas vezes, durante o seu dia ou em grande parte do seu dia, que é uma personagem dos livros. Normalmente é o lobo ou o lenhador... aliás, tem fascino e admiração (e algum respeitinho...) pelo LOBO!
P.s 2 - Nas expressões do G, que em cima menciono, é necessário trocar alguns (só alguns) S´s, V´s e F´s pelo X... ;-). Tirando isso... e mesmo com isso... ele é o máximo! ;-)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Terapia da fala


...esquecendo a febre... a terapia da fala.

Já tivemos duas sessões, ambas diagonósticas. Dessas sessões resultou o que já era esperado (mais uma vez: coração de mãe sabe sempre... 6º sentido garantido no nosso género...): o Gui tem evidentemente um problema fonológico, não de desenvolvimento da linguagem. Detectou-se, através dos vários testes, dificuldade em pronunciar sons, especificamente quase todos os que implicam movimentos com os lábios: B, V, F, P... basicamente. Tem muita facilidade em usar a língua quando os sons necessitam da sua interacção com os dentes e o céu da boca. Tem a arcada superior ligeiramente projectada e os dentes mais arqueados graças ao uso da chupeta durante o sono. Assim, as regras são estas: tirar a chupeta, abusar de tudo o que implique mastigação e trabalho maxilar, brincar com os sons com os quais tem mais dificuldade. Ontem faltámos à sessão 1 de aprendizagem das técnicas a desenvolver. Por isso, até à próxima, mantemos o nosso registo de brincadeiras com os carros e tudo o que possa envolver sons. Inventámos algumas regras que já tínhamos aplicado há uns meses nestas mesmas brincadeira. Instintivamente. Agora confirmadas. Os carros têm de fazer sons como: vrum, vává, vuvu, fum, fifi, bram e o habitual pipi ;-)... no drama, penso eu. Já passámos por tantas coisas... só queremos acelerar o processo.

Ele já se apercebeu. Não sei se é bom ou mau. Mas ontem ele dizía: "Mãe, não consigo dizer "xa"(va)"... :-( coração de mãe sofre.


Da consulta não vêm só notícias menos boas. É que, se por um lado, há dificuldade fonológica em determinados sons, por outro lado, ao nível do desenvolvimento linguístico e de raciocínio é exactamente ao contrário... por isso... desde que o tempo resolva este "pequeno" problema, ansiamos rapidamente por ouvir tudo o que sabe, sem se engasgar. Esperamos por isso com fé.
E agora, só em tipo de reflexão, eu pergunto, tal como perguntei à médica que o está a acompanhar: "E se... fossemos pais ausentes e despreocupados? E se não conversássemos com ele? E se não estivéssemos permanentemente "lá"? E se não brincássemos e não contássemos histórias? E se não fossemos à biblioteca, aos museus, aos correios...? E se não lhe explicássemos nada do que o rodeia?" Resolver-se-ia sem terapia? O problema seria maior e mais grave? Como explicar que isto aconteça a uma criança que tem "tudo" para si. Tudo significa: os bens mais preciosos. Amor, carinho, atenção, aconchego, mimo, calor, olhares, ternura... tudo. Como será com aquelas crianças (porque as há, infelizmente...) que "nada" têm? A "coisa" resolve-se só por si... terá de ser a escola, num período mais tardio, a resolver a questão? Ou ninguém actua e a criança poderá num futuro mais ou menos longínquo ter problemas... dos mais diversos pontos de vista?
Questões de mãe, apenas. Mãe de primeira viagem, mãe de um, mãe preocupada, ligeiramente revoltada, inconformada, persistente e teimosa q.b..
E... depois há internet... que assusta. Mais vale não ler, não ver, não ouvir, não saber... noc noc (na madeira... da mesa do escritório... não a do Alberto João Jardim...).