quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lego mania

Gosto de legos. Gosto mesmo muito. Gosto mais ainda quando estão com promoções mega fantásticas! Os legos, na nossa casa, não são em grande abundância, ainda assim são muitos. Para piorar as coisas ontem lembrei-me que queria construir um prédio de cinco andares com o Gui... faltavam-nos as paredes, já tínhamos as janelas e as peças restantes tinham servido para construir naves espaciais, barcos gigantes (na cabeça dele), camiões de salvamento. Cada um cabe na minha palma da mão... bom, então, lá fomos (contra vontade dele) a um armazém de brinquedos procurar, com alguma sorte, alguma coisa interessante dessa marca. Disse-lhe que eu sairia do carro e perguntaria ao dono da loja se havia ou não o que queríamos (eu) e que se a resposta fosse positiva... ele iria entrar comigo. "Sim, ainda tem alguns naquele espaço, além..." disse apontando para uma prateleira quase vazia e com caixas grandes. Torci o nariz, mas fui buscar o Gui ao carro e lá entrámos. Directos ao objetivo... Contudo.... tran trannnnnnn.... antes de lá chegarmos, tropeço (quase literalmente) numa promoção DAQUELAAAAAAAAAAAAAAAS! E eis que dou por mim com caixas de legos a 1 euro. E sim... comprámos alguns. :-)))

Esta história toda porquê afinal?
Porque o Gui gosta de carros e pistas e continua a querer brincar sempreeeeeeeeeeee com alguém e eu dou por mim a negar milhões de vezes e de me sentir mal por não poder brincar com ele por razões evidentes. Além disso, como sou mulherzita, brincar às apitadelas não é o meu forte. Detesto. Por vezes consigo fazer filas de carros, inventar obstáculos para ele fazer corridas... mas não duram muito tempo.

Mas ele também adora legos. E aí é que entra a minha felicidade ao encontrar caixas de legos a 1 euro! Fazer/montar legos com ele permite-me estar com ele... imaginarmos juntos... conversar... brincar com ele... rir... partilhar... descobrir... interagir... isto tudo sem: brrrrrrrrrrrr, pópó.... pipi´s e vrun´sssssss! Além disso, podemos desmontar e inventar coisas novas vezes sem conta... criar um mundo... e, num fim de semana, por exemplo, passar 3 horas sem dar conta no quarto dele à volta de peças, a brincar com ele. :-).

P.s - o meu filho é do mais caseiro que encontro. Nem sempre foi assim, talvez porque eu facultava ou tinha mais disponibilidade de tempo para o levar ao jardim, ao parque... mas a realidade é que ele muitas vezes até recusa sair de casa. Prefere muito mais ficar no seu espaço (casa... em qualquer lado onde esteja a mãe) do que sair, seja para que lado for. E quando sai... quer voltar. Brincar sozinho é raríssimo. Portanto... se não for na tv, não brinca sozinho e acaba por saturar-se rapidamente das brincadeiras... GOSTO DE LEGOS. Voilá.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Este é o meu filho

Esta é uma foto do Gui. Talvez a que gosto mais. Razões diversas. Primeiro porque está giro. Mesmo giro. Depois porque está com um ar de rapaz crescido. Depois porque nesta foto, tirada do meu telemóvel, consigo ver que o meu gosto pela fotografia está completamente dentro dele. Que é de si como é de mim. Gosto de desenhar e pintar. Ele não manifesta gosto extraordinário pela prática das expressões. O pai é jogador da bola, professor de educação física. Ele não revela extremo gosto pelo desporto. A fotografia sempre foi uma das minhas paixões. Nesta fotografia (e sim, tenho baba a escorrer...) é possível ver um bocadinho de mim nele. Não lhe ensinei a técnica da mão por debaixo da lente. Não lhe posicionei o tripé. Não lhe pedi que fizesse aquela expressão (igualzinha à minha) para aparecer na foto. Neste dia, depois deste momento, andou de máquina e tripé na mão. Fez fotos de família. Programou a máquina. Pediu-nos posições. Apagou as que não gostava. Tudo por instinto. Sim, estou a elogiar o meu filho. Tenho um filho fixe.

As pessoas partem... no momento em que a ilha treme.

...e temos noção da insularidade quando parte alguém querido e amado e estamos presos na ilha devido à greve dos aviões... e não temos forma de saltar até ao outro lado do país para acompanhar a última despedida. Na semana passada foi assim. Não me despedi. Outra vez. Não estive lá no derradeiro olhar.
...depois há o peso da culpa e o receio. O medo de não saber quantas vezes mais vou passar por isto.
...depois parece que tudo acontece. Efeito de borboleta.
...Depois a chuva não caba e o tempo não muda e o sol não vem.
...depois o Gui pede muito de mim e muitas vezes não tenho força interior para brincar aos carrinhos.
...depois tenho enterradas no peito coisas que fizeram moça há muito tempo, que nos magoaram... que nos fizeram mal... e que de cada vez que m lembro o meu peito cai num precipício e volta de novo a mim.
...depois sinto-me desanimada com esta m**** toda.
...depois sinto que estou num beco e que falta fazer muita coisa, mas não sei muito bem o quê...
...depois sinto aquela inquietude vindo do nada... como se algo estivesse para acontecer.... mas não sei o quê.
...depois não me sinto quieta. Não consigo parar. A cabeça anda a mil.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Judo e Atlântida

Ontem o Gui teve a sua primeira aula de judo. Veio muito feliz, querendo demonstrar alguns exercícios. Pela primeira vez pediu uma atividade. Esperamos que continue pelo estímulo, pelo convívio, pelo exercício, mas basicamente para seu bem estar físico e psicológico. As aulas acontecem no ginásio da escola, pelo que não há necessidade de deslocação. Terminam tarde, mas acredito que as horas compensarão tudo o resto. Descobrimos, entretanto, que o professor de judo é o campeão nacional há alguns anos na sua categoria, pelo que é mais uma garantia de que as crianças têm alguém com experiência para os estimular.
À noite, depois de um banho demorado, um jantar delicioso e uma história (como é habitual), o Gui não conseguia adormecer... talvez da excitação da aula de judo... talvez de estar feliz... talvez... por qualquer motivo... falava, então, sobre tudo o que lhe ocorria e, do nada, surgiu: "mãe, Atlântida afundou-se?"... ???? Bem... sim... talvez....bom... na realidade pode ser uma lenda.... "não é, está escrito no meu livro!" Hum... qual deles? "Aquele do mar...". Muito bem. Mas como não eram horas e saltar da cama, procurar o livro e blá blá blá... ficámos por ali, pelas explicações. Disse-lhe o que sabia e ainda o assustei, porque lhe disse que era uma ilha e porque também vivemos numa ilha... lá começou com associações. Depois dormiu.
 
 
 Na realidade, este é livro. E numa página, quase que sem se dar por ela, está uma aba que esconde o segredo da Atlântida... como leu? Como sabia o nome? Lembrava-se de lhe ter lido (o livro não é lido há muuuuuuuuuuuito tempo)? Boa memória? Porque se lembrou naquela altura?.... fica o mistéeeeeerio... ihih

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Badocha

E, pronto, na falta de outros animais de estimação, temos um caracol comilão e dominhoco... chama-se Badocha (para mim)... o Gui insiste que deverá ser João. Sugeri, então, João Badocha, mas ele recusa, diz que é só João. Como o bicho é simpático lá aceitei, embora não exclua o Badocha... não acho que João seja apropriado, mas enfim... ele gosta. Está feliz. Dei por mim a pesquisar coisas sobre caracóis: alimentação, tempo de vida, e afins...
Ontem foi domingo, o verdadeiro dia da família. Abrimos uma caixa de jogos de tabuleiro e ficámos pelo quarto, de pijama, horas sem fim. Arriscámos sair para procurar um arbusto jeitoso para o Badocha se esticar, mas voltámos passados 5 minutos que o frio apertava. Voltámos para o colchão e por lá ficámos... até à noite.
Tirámos a ligadura.

domingo, 20 de janeiro de 2013

20 dias

 20 dias de mão ligada... graças a esta mesa de três pernas que partiu no dia 01 de jan de 2013 às 21h 15m
Hoje vai sair!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Uma espreitadela do atro rei

Logo pela manhã percebemos que o dia iria ser fantástico. Não havia uma única nuvem no céu. O papá foi jogar (a sua equipa de meninos) e veio de lá vencedor. Nós, por casa, arrumámos loiça, dobrámos roupa, fizémos dois sóis com massa de modelar, brincámos de pais e mães (os filhos: 3, eram balões - Maria, António e José), fizémos brincadeiras a dois. E, entre jogos e palhaçadas, também fizémos o almoço. Depois era impossível permanecer fechados com o sol que estava lá fora... e pois que cedemos à vontade e nos fomos abraçar a ver as (poucas) nuvens que passavam, deitados na relva do Parque SecXXI. Grande lanche com companhia de meninas, amigas... 
Por volta das 17h 30m começou a ficar um frio agreste, pelo que fomos à biblioteca trocar livros e fazer jogos interessantes. Descobrimos o Quem é Quem (que nunca tínhamos jogado) e adorámos! 
Trouxemos mais 6 livros (um por dia) para a semana... 
Amanhã é domingo e é tão bom saber isso...
O Gui está bem disposto e de saúde, embora tenha alguma tosse, porque transpira imenso... correndo muito ou não.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quase um ano depois...




 Para registo:
Ainda estamos vivos. Voltei a não ler o último post e nem me apetece. Mas apetece-me escrever algumas palavras para que não se percam com o tempo. Pude ver que a última coisa que aqui escrevi foi em março de 2012. E centro-me nessa data para me orientar. O que aconteceu depois? Uma conjetura de fatores levaram à minha ausência aqui: falta de tempo, medo, insegurança, ansiedade, gelo no coração, apatia, acomodação... e tentativas bem ou mal sucedidas de ultrapassar essas coisas negativas.
O Gui transitou de escola. Passámos meses a procurar a escola ideal... (a que tinha terminado tinha revelado-se uma experiência que ninguém deseja... e que nos provocou uma dor tão intensa que não sei se alguma vez irá passar...). Escolhemos uma. Increvemo-lo e lá fez o primeiro período. A insegurança de falhar novamente e com novos sinais (não positivos) de que não era "a escola ideal" fez-nos mudar de opinião e inscrevê-lo noutra escola. Ironia. O Gui esteve inscrito nessa escola 3 vezes, mas só lá está efetivamente há três semanas. Conclusões: deveria ter ido para lá no primeiro ano que lá o inscrevemos. Que está muito feliz, mas que a semana passada foi dura, tão dura, que bati no fundo do poço quando oiço da sua boca: "fazes tudo mal". Ui. Essa doeu. Mas também sei que o fez, porque estava em fase de adaptação, que tive de o agarrar pela cabeça e em todo o seu corpo, com todas as minhas forças, para que lhe pudessem fazer o curativo na mão direita, porque na noite antes da viagem de regresso (á hora em que já era suposto estar na cama a descansar para acordar às 5h da matina) a mesa de vidro de centro da sala da prima M.I. tombou para o lado, partiu ao meio e literalmente laminou (sim, tipo fatia de fiambre) a mão do G. F****** Urgências. Deitar tarde. Acordar cedíssimo. Fazer despedidas apressadas e com baba e ranho. Chegar a PDL. Arrumar malas, arejar a casa. Adormecer de cançaso às 17h e acordar às 21h para adormecer novamente depois das 23h para acordar e entrar na escola nova no dia seguinte, frescos como carapaus. Impossibilidade de escrever. Menino novo na sala: GUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII. Amigos antigos (da escola anterior). Euforia. Felicidade. Mudar pensos... griiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitos. Mãe. Regras. F************.
Semana 3 da escola nova:
Ler livros de psicologia resulta. Banho-me com eles. Devoro-os procurando soluções. De como encontrar a parte de mim e dele que perdi a determinada altura. Da serenidade que existia e (eu sei graças a quem) perdi. Da formula mágica para me encontrar. Juro que alguns acertam na mouche. Juro que aplico na prática sugestões teóricas dos mais conceituados mestres da psicologia infantil mundial! Irra. Lido assim até parece coisa difícil. Mas não. Uma mãe desesperada faz de tudo...
Gui melhor. Mais tranquilo. Escola fantástica. Criança feliz, alegre e autónoma. Criança mais refilona, indisciplinada, sem 1500 regras, sem estar formatizado. Ufa. Gui bom, meigo, doce, carinhoso, sábio, calado, pensativo, teimoso. Como o quero, sempre.
Semana 3 da escola nova:
Na escola nova faz-se tudo ao contrário da anterior. As crianças levam o seu lanche (que escolhem/ou os pais/ em casa). Chegando à escola vão poisar a lancheira no seu lugar e vão para a sua sala. Onde fazem tudo como nas outras escolas, mas onde briiiiiiiiiiiiiiiincam. Muito. Brincam, mesmo. O Gui já não chega a casa só com o objetivo de brincar comigo e sempre comigo debaixo de olho. Já brinca sozinho. Ironia, não é? O Gui tem agora 5 anos e ele já brincava sozinho. Porque é que deixou de o fazer? Tal como deixou de conseguir adormecer sem a minha presença? Bom... eu sei as respostas... O Gui aprecia mais a hora da refeição. Partilha mais. Adora a casa. Estar em casa. Ficar por casa, mas já não diz que não quer ir à escola, pelo contrário... fica feliz. Acorda bem disposto e com vontade de ir. Dorme mais cedo, porque lancha mais cedo e porque brinca mais e corre e pula e brinca, brinca, brinca... e fica cansadito. Vem cedo para casa. Fica comigo. Brincamos um pouco. Às vezes quer muito e ás vezes eu deixo. Outras vezes não e ele agora aceita. Quando o vou buscar... vai sozinho buscar as suas coisas e eu oiço crianças a correr felizes... oiço. E vejo também. Era isto que eu queriá. ouvir o som de crianças a brincar, sem opressão, livremente, criativamente, como só as crianças... e como eu ainda, por vezes tenho vontade de fazer...
Hoje o Gui tem cá o M. Gosta de ter cá os amigos. O M. é muito criativo e tem um mundo dele, que é muito especial e onde habitam imensos robots e naves espaciais. neste momento os robots assaltaram a nave espacial Axiom para salvar o wall-e. O wall-e é, também, provavelmente o filme que o G. mais gosta e aprecia. E eu também. E também adoro a pixar. São geniais.
Fiz creme de couve flor, escrevi este texto e agora vamos todos jantar. São servidos?

segunda-feira, 12 de março de 2012

De volta, mas com menos frequência

Não li o último post. Porque não. Não sei o que escrevi, mas lembro-me da sensação, da importância daqueles dias naquela altura. Nunca mais aqui voltei embora pense sempre nisso. E sempre que me lembro deste blog penso que não quero que ele termine naquela fase, nem com aquele post, nem que termine sequer. Penso na quantidade de coisas que aconteceram entretanto (só boas) e que não ficaram registadas. As fases de birras, a adaptação à escola, as férias do Natal e do Carnaval, as amizades que cresceram e as outras que surgiram... o meu amadurecimento.

O Gui está agora com 4 anos e 3 meses. Tem-se revelado mais respondão, mais impertinente em determinadas situações, mantém a ternura apesar das birras. Há um mês tiveram o seu auge, mas têm vindo a atenuar-se com persistência e tenacidade da nossa parte.
Este ano quase não tivemos inverno na ilha. Poucas vezes choveu e agora o sol surge mais quente e como tal podemos aproveitar os espaços verdes  que nos rodeiam. E a praia. Ontem mesmo fomos almoçar à praia dos moinhos em Porto Formoso, com a mamã Joana, o pai Hugo e a amiguinha Carlota que no regresso veio no nosso carro e adormeceu na cadeira e depois dormiu 10 minutos na nossa cama. Enquanto subíamos o elevador o Gui decidiu ajudar a pegar na Tota segurando-lhe o pé ;-). Gesto terno que me faz pensar: "Quererá um mano?". Bom... na praia comemos o "melhor hamburger" do país e depois fizemos a vontade ao desejo e comemos gelados entre correrias na praia e na relva do restaurante a jogar à bola.
O resto da tarde passámos em casa com a mãe Joana e a Tota. Eles brincaram no quarto e a as mães beberam chá branco e conversaram.

À noite manteve-se a mesma rotina, que tem vindo a ficar mais difícil graças à resistência do Gui para adormecer. Cada vez mais difícil, cada vez mais tarde. A média da hora de adormecer regista-se entre as 22h 30m e as 23h e 30m. Acredito que seja pelo fato de ainda fazer sesta na escola. Mas o certo é que mesmo nos dias em que não tem escola, o Gui continua a querer dormir mais tarde.

Iniciámos novamente a procura para a escola (último ano da pré, talvez e primária). Andamos à volta da escola ideal para ele entre visitas, pesquisa e informações válidas. Sendo que o que é o ideal para o Gui pode não ser o ideal para outras crianças acabamos por ficar embrulhados entre opiniões e opiniões, sugestões e sugestões. Veremos.

Não vamos ao continente na Páscoa. Poupamos mais de 800 euros em viagens (a maior roubalheira da Sata) e aproveitam,os para descansar ao máximo nesta ilha, já que nunca cá estamos nas interrupções escolares, mas sim na época de trabalho.

O Gui cresceu. Também pesa. Continua a querer colinho de vez em quando. Também é mimalhão e muito infantil, ainda. Saí a mim que ainda teimo em preservar genuinamente o meu lado criança. É muito ligado aos seus amigos e adora a companhia deles. Esta ilha, tal como tenho concluido em conversas (cada vez mais), é fantástica no que respeita à qualidade de vida que podemos oferecer ao Gui. Senão note-se: O Gui vai tarde para a escola (um privilégio), sai de lá cedo (mais um privilégio), de lá tem a possibilidade de escolher entre o jardim, o parque, a praia ou visitar ou receber um amiguinho. Isto acontece porque eu e o pai temos horários que se complementam tanto na hora de ir buscar como na hora de o levar à escola. Os dias são grandes e há possibilidade de fazer tudo com mais calma do que provavelmente seria noutro local do país, onde as viagens entre casa e trabalho são quase intermináveis, onde as idas ao super mercado acabam em filas que demoram eternidades, ponto. Aliado ao facto de dormir tarde (muito mais do que o costume) tudo isto culmina em "tempo bom em casa" e "Gui feliz"... mãe feliz e pai também. Um privilégio, um verdadeiro privilégio. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bem me quer, bem me quer

Penso sempre que não tenho razão de queixa da minha vida. Que há vidas difíceis. Que a minha é fácil. Mas depois penso... que uma coisa não invalida outra e, portanto, posso queixar-me de vez em quando. Sofro, normalmente, por antecipação. Sempre fui um pouco assim, mas agora (há 4 anos) que sou mãe... a coisa agravou-se. A ansiedade veio, devagar, apoderou-se de mansinho. Mudou-se para cá. E, se há uns tempos atrás pensasse no sofrimento que teria de passar, diria de imediato que não teria coragem nem força suficientes para me aguentar sozinha, na minha dor e no meu sofrimento de não conseguir alterar as coisas que me revoltam, me magoam ou deprimem.
Na verdade, quando ultrapassados os momentos mais sofridos, volta a luz, azul clara. Mas a mossa fica lá. E uma coisa pisa a outra e a outra e a outra... e a outra. E trabalhar torna-se um fardo. E dormir torna-se uma necessidade primária, mais primária do que nunca. E comer não é indispensável e torna-se uma obrigação. E mexer o corpo é penoso e só a café. E os barulhos são estridentes e insuportáveis. E falar é inútil e aborrecido. E vomita-se de fome. E enjoa-se de comer. E parece que se levou com um pau na cabeça e tudo ecoa. E nada tem importância nem significado... a não ser o meu maior amor! E ter ajuda médica é, talvez, a solução mais rápida e de extrema necessidade... porque com essa ajuda, que é paga, está-se à vontade e diz-se tudo, mesmo que as frases não tenham lógica e o médico esteja só a fingir que está atento e no final nos receite um saco de antidepressivos e sedativos, que se tomam à espera de um milagre imediato, que tarda e não chega. Que se alteram sem conselho, porque se acorda de manhã com uma ressaca pior do que uma garrafa inteira de Monte Velho e se anda o dia inteiro a rezar para que o efeito passe no minuto seguinte. E não passa. E então não se toma. E não se dorme novamente. Ou se toma e se fica novamente com "sono de grávida" e ressaca de noite bem passada e dia não. E se fica a pensar que, se se fica assim por tais motivos, como seria se fosse pior?... E se deseja 15 minutos de silêncio total. Que não há. Que não vai ter. Porque os carros passam e a luz faz barulho. Que os cortes do orçamento fazem barulho. Que as viagens de volta à terra são caras e fazem barulho. E que passar o Natal longe é uma hipótese que faz imenso ruído. Que trabalhar com turmas problemáticas e crianças com problemas é um ruído imenso. Que nunca se vai mudar o mundo é uma bomba nesta cabeça!
E se quer mudar isto já. Já. Já. E que não se aceita o facto de ter caído desta maneira. Desta maneira. DESTA MANEIRA.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fimose

Volto cansada das últimas duas semanas e não pelos melhores motivos, mas como, para nós, tiveram uma dimensão tão grande, rosolvo partilha. Mas antes disso...

Se começasse a contar tudo o que aconteceu desde o ultimo post, não acabaria tão cedo este texto. É óbvio que a evolução do Gui em várias áreas do seu desenvolvimento é enorme. Que ainda é um bebé noutras, mas que é uma criança perfeitamente normal e muito feliz, acima de tudo.

Ora, de um dia para o outro, o Gui foi chamado para uma cirurgia que aguardava há mais de ano e meio. Ficámos contentes por termos sido surpreendidos e com o desenrolar dos dias (sem ter muito tempo para pensar no que viria). Pois bem, no dia 27 fez todas as análises, dia 29 teve consulta com o médico anestesista e dia 30 cedinho foi o primeiro a entrar no bloco operatório. Acordou da anestesia geral passavam 5 minutos das 11h e imediatamente mostrou desconforto chorando de dores no local da operação. Após levar imediatamente uma dose (de não sei quê) a dor aliviou... esperou-se que aceitasse algum alimento. Aceitou. Esperou-se que fizesse xixi. Assim foi, mas nesse preciso momento tive uma pequena noção do que o esperaria nos dias que se seguiriam. Não me enganei. Cada vez que se aproximava a vontade de fazer o xixi era o pânico. A cor dele mudava. Por vezes o seu nervosismo trasnformava-se numa inquietude perfeitamente anormal nele, numa agitação e correrias dentro de casa. Mesmo insistindo ele rejeitava. Depois o cocó. Depois os xixi´s na cama, os banhos, a higiene com soro, cremes... e os xaropes de 4h em 4h. Contado assim até é lido com certa ligeireza, mas acreditem que não foi de todo o que eu intuí que fosse. Foi pior. Custou mais, muito mais do que calculámos.
Hoje já regressou à escola, onde ficou bem disposto e com todas as recomendações necessária aos seus cuidados. Eu também já regressei ao trabalho. Mas regresso e tento adaptar-me novamente...

Depois destas duas semanas em que basicamente me encerrei aqui, quieta... chorei, desesperei, dei pontapés, lembrei-me de partir uma pilha de pratos sem qualquer dó. Não parti nem um. talvez tivesse ajudado. A revolta faz-nos mal. E uma revolta por tão pouco faz pior. É a intensidade com que vivemos as situações que marcam a diferença. E eu intensifico demasiado. Foi só mais 2 semanas de dor, MESMO DOR.  Física do Gui e minha emocionalmente. Contúdo, mesmo não ser a situaçõ mais grave do mundo, sinto-me no direito de não conseguir ver o meu filho a sofrer, sinto-me no direito de não suportar o facto de não conseguir tirar-lhe as dores. De não conseguir responder correctamente a: "Porque que isto tinha de acontecê-m?"... "Mamãaaaaaaa, não quero que doa!!!!"... "Mãe, não quero olhá prá minha pilinha!"... Sofre coração.
Vai daí... o resultado é uma mãe cansada, depressiva e com recurso a medicamentos...

Estamos de volta ao blog do Gui

domingo, 26 de junho de 2011

Apontamentos de actualização, uns relevantes, outros nem por isso...

...A fotografia regista o momento da "queima das fitas", da "benção das capas" e e entrega dos trabalhos de todo o ano. Cerimónia que encerra as actividades lectivas na creche do Gui. Foi um momento que não vamos esquecer. Sou, sem dúvida, um vulcão em actividade que explode de vez em quando, principalmente nestes simples momentos que envolvem a representação do crescimento do meu filho. Enfim...

Desde esse dia, a creche criou um mapa de actividades livres que vão desde modelagem, a pintura, piscina, brincadeira livre, passeios aos jardins, etc... tudo, nestes dias, nos diz que, sim, o ano lectivo está a terminar e que já passaram 7 meses desde que estivémos pela última vez com a família.

Com a chegada do sol temos aproveitado para ir à praia no final dos dias e sabe tão bem.

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O Gui mudou recentemente para a sua cama "grande"... já não era sem tempo, mas é difícil mudar os seus hábitos e as suas rotinas. O rapaz não consegue ver um tapete torto...

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Com a mudança para a cama nova ficámos com mais espaço no quarto, que sofreu algumas alterações, e com uma cama para nos deitarmos com ele... delícia.

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Delícia também foi o maior elogio que recebi de alguém, em toda a vida... enquanto me fazia carícias e conversávamos, baixinho, deitados na sua cama, no fim de um dia longo...

"Mãe, gosto da tua boca..."

"Sim, porquê" Perguntei, porque não tenho especial carinho por esta parte de mim, achei curioso.

"Porque está sempre a sorrir"

Forma dele dizer que gosta do meu sorriso e exteriorisação de que gosta de me ver e sentir feliz. Muitas vezes sinto que ele precisa de sentir que gosto dele, que estou feliz, que me sente bem. É inevitável por vezes deixar transparecer o cansaço, o esgotamento físico, mas sobretudo psiquico e ele nota bem, por isso pergunta com frequência: "Estás muito feliz mãe?", "Estás contente?", "Gostas muito de mim mãe?"...

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Estou ansiosa para regressar à "terra" de sempre. Estou desejosa de o ver brincar livre com os primos, os cães, os gatos, a terra, a água... de o deixar acordar quando quiser e adormecer quando tiver vontade.

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No outro dia disse-me uma coisa que regista, mais uma vez, a relação que tem com a natureza: "Mãe, quero fazer uma colecção." - Ai sim? O que queres coleccionar? "Pedras, folhas e... estrelas." Hum... que tipo de estrelas? "Estrelas do céu". Boa...

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Nos últimos dias tenho semtimentos extremos a povoar o meu cérebro. Sou plenamente feliz, embora me falte algo... Por outro lado, sinto que estou a falhar em alguma coisa com o Gui e, tenho cá para mim, que não é por defeito, mas por excesso... excesso de mimo, excesso que querer protegê-lo deste mundo que não é perfeito, excesso de querer facilitar-lhe a vida em alguns aspectos e saber que o mundo não lhe fará o mesmo. Muitas vezes ele revela esses excessos em atitudes e comportamentos que desejaria diferentes e é em mim que tem de começar essa diferença. E ponto.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Final de ano lectivo

Sinónimo de falta de tempo para vir actualizar o nosso blog e visitar quem nos acompanha.

Tanto para contar...

O Gui teve a sua festa de Finalista na sua creche e... foi tão bonito, mas seria necessário muito tempo para descrever com "aquela" intensidade tudo o que aconteceu...

Por isso, vim só, aqui referir que:

"ESTE BLOG AINDA EXISTE E ESTÁ DE BOA SAÚDE..."

Até já!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A minha irmã gémea...

Descobri que devo ter uma irmã gémea aqui na ilha. Há mais de um ano que me perguntam, pessoas diferentes, em espaços diferentes e em dias bem diferentes, se sou a "...."??? Digo que não e tento tirar mais informações acerca dela, agora começo a ficar curiosa, gostava de a ver, porque não é todos os dias que temos o privilégio de conhecer alguém muito semelhante, fisicamente, a nós. Ontem foi no mercado, na banca das frutas: "É a filha da Dona "......"?" -Não, não sou, mas porquê? - "Por nada, é que é mesmo igual à filha, pensei que fosse a filha dela, desculpe". Não há problema, é que começo a ficar curiosa porque já não é a primeira pessoa a dizer-me isso... que é a Sra?" E então, lá obtive uma resposta mais concreta... pode ser que um dia me cruze com ela e me veja ao espelho. ;-)

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Da creche do Gui pediram-nos um poema para festa de despedida dos finalistas. Já está. E está tão giro.... :-). Estou curiosa acerca da festa, mas tenho o coração apertado, como muitos de vocês deduzem, com a despedida dos seus amiguinhos (alguns seguem para a mesma escola e mesma sala na próxima escola) e das suas cuidadoras: A.P., M., C., e S., que todos os dias fazem um bocadinho o meu papel e me têm ajudado a educar e a cuidar do Gui o melhor que podem...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Finalista...

...E é assim, felizmente o nosso menino é finalista, significa que está a crescer... infelizmente terá de mudar de escola, significa que temos nova adaptação em Setembro e que rezar muito para que tenhamos acertado na nossa escolha. E, como é hábito nesta creche, hoje o Gui e os seus amigos finalistas, vão tirar uma fotografia a rigor. Saiu de casa com gel no cabelo, embora duvido que dure, arranjadinho. Fico curiosa para ver o resultado.
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A caminho da escola disse-lhe, mais uma vez, que daqui a algum tempo vai prá escola nova. Disse-me que não queria ir. Ontem, ao pai, disse que não ía comer mais para não crescer e não ir para a outra escola, pois dizemos-lhe sempre que tem de comer para crescer muito e poder ir para a escola dos meninos mais crescido.
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Ontem, também, disse-lhe que faltam poucos dias para voltarmos pra casa dos avós e dos primos... e para meus espanto ele respondeu: "Não mãe, eu não quero ir. Gosto muito da minha casa. Quero ficar aqui." - Respondi: "Oh, filho, mas tu gostas tanto de estar lá..." ao que ele retribuiu: "Pronto, mas vamos só um dia, porque eu gosto muito desta minha casa." E... se por um lado ouvir isto tem um sabor amargo, cada vez mais me consciencializo que é aqui a minha terra agora e, mais do que minha, é a terra dele... é aqui a sua casa, é aqui que estão os seus amigos, a sua escola, a sua praia... Será que o destino nos reservou muitos anos por cá? Devemos investir nesta nossa estadia por cá, ou devemos, ao invés, sonhar com o regresso????

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Bronco-vaxom e Viternum



Bronco-vaxom - Resulta. Desde que iniciou a vacina (Fevereiro) oral nunca mais ficou doente.


Viternum - Resulta. Alguns dias depois de ter iniciado a toma que anda com um apetite voraz.

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Novos interesses: réguas e medições. Dinheiro e o seu valor. Mistura de cor e o seu resultado.


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Em Julho vou com a minha direcção de turma, 4 dias, para Santa Maria, em visita de estudo. Tinha duas opções: ou deixava o Gui com o pai e morreria entretanto de saudades ou levaria o Gui comigo. Vou levar o Gui comigo, levo o papá também e vão ser dias fantásticos, tenho cá para mim... O parque de campismo em cima da praia será o nosso destino... vai ser um desafio duplo, mas será, concerteza, muito gratificante. Os meus meninos adoram o Gui... as bicicletas provavelmente irão connosco... e aguardamos pelo REI SOL.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

...da ama MONSTRO...

...O MEU CORAÇÃO DISPARA AO LEMBRAR AS IMAGENS QUE VI... ontem no noticiário. De uma crueldade atroz, aquele ser, mais semelhante a um assassino escondido e disfarçado, recebia, diariamente, em sua casa aquelas crianças frágeis e indefesas, deixadas pelos pais que, convencidos, partiam descansados à sua vida. Chegavam ao PESADELO. Contudo, não posso deixar de dar a minha opinião que, poderá não ser partilhada por todos... Quando vou buscar o Gui, em horas diferentes, sem contarem com a minha presença, sempre o encontro sorridente, a brincar, feliz, a correr para mim de braços abertos. NUNCA o encontrei apático, a chorar (salvo nos dias da adaptação) ou infeliz. Aborrecido, por vezes, mas quem não tem dias assim? As crianças correm pelo espaço, há brinquedos espalhados, há espaços de estímulos, cantos da leitura, da exploração de materiais, de tudo e mais alguma coisa. Será que os pais daquelas 14 crianças (PELO MENOS UM...), bebés, nunca se aperceberam da apatia geral e do sossego que não é suposto existir num espaço onde se concentram 14 crianças? E as marcas? Não existiam? E a revolta das crianças, será que de alguma forma não manifestavam, com sinais próprios, a sua insegurança, o seu medo, os seus traumas? BEM, NÃO ME COMPETE AVALIAR A FORMA COMO CADA PAI RECEBE OS SINAIS DOS SEUS FILHOS OU A FORMA COMO ESTÁ ATENTO OU NÃO PARA O QUE SE PASSA EM REDOR DOS SEUS FILHOS. Eu, enquanto mãe, passo os meus dias a olhá-lo, a avaliar o seu comportamento, a tentar denotar algo mais para além do que me diz... mas fico-me por aqui neste ponto.


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Outro ponto que agora me faz reflectir é o que sentirão agora, ao ver as imagens, e depois de terem defendido veemente aquele monstro a quem apelidaram de "como uma avó" e "a melhor pessoa que conheço" e "melhor do que ela não há". Como se sentirão os pais ao ver naquela posição os seus filhos? Como se sentiram os pais da criança cuja roupa do vídeo é perfeitamente perceptível? A dor interna de terem deixado ali os seus filhos tantos e tantos dias? Como se sentirão? Que vontade terão de confrontar visualmente aquele monstro? E que vontade terão de ir trabalhar? Que coragem arranjarão para deixar novamente os seus filhos noutro espaço. É um trauma para pais e PRINCIPALMENTE para os bebés...


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Se eu fosse uma mãe de uma daquelas crianças teria provavelmente um longo processo de recuperação pela frente. Entraria num estado depressivo e de auto-culpabilização, jamais os dias voltariam a ser os mesmos. O chão desmonoraria e a insegurança seria permanente, a culpa, os medos, e depois a super protecção para compensar as tormentas da minha criança, que, sem voz, passou por um pesadelo incalculável.


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As crianças, aquelas crianças, sentir-se-ão algum dia seguras, sem traumas? Ou irão esquecer e armazenar numa parte bem recôndita do seu ser estes dias e momentos angustiantes? Poderão alguma vez descrever por palavras aquilo que viveram para além daquilo que as janelas permitiram ver? Não quero imaginar muito mais do que vi... de cada vez que tento o meu estômago revolta-se, solta-se o choro e tenho vontade de vomitar. LITERALMENTE.


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Passei parte da noite sem dormir. O meu filho hoje foi para a creche. Tenho vontade de ficar um ano de licença sem vencimento e amá-lo todos os dias 24 horas por dia. Situações assim, espero que menos comuns do que possamos imaginar, dão razão aos meus mais profundos receios. Os filhos devem estar com os pais. As mães deverião ter direito a ficar com os seus filhos até, pelo menos, 3/4 anos... altura em que verbalizar já não constitui problema. DEVIA SER ASSIM. devia ser assssssim. DEVIA SER ASSIM....................... DEVIAAAAAAAAAAAAAAAAA

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Viternum... e a saga da alimentação.

Até aos 18 meses nunca tive problemas com a alimentação do Gui. Era boa boca. Aos 18 meses fomos visitados pela primeira estomatite aftosa que superou largamente o que esperávamos em termos de sofrimento, dor e ângustia. Desde então, talvez pela pressão e persistência para que comesse (sem calcular a dor que tinha...), o Gui mudou completamente. Tem dias em que é mais fácil fazer com que coma, mas outros é o verdadeiro drama... ontem e alguns dias antes, na escola, foi o caos... demorou duas horas e meia para almoçar. Não dormiu... não comeu. Ora, 2h/30m... é tempo demasiado para insistir com uma criança que coma, para além de a comida já estar mais do que fria e com aspecto deplorável... por isso tomei imediatamente duas decisões. 1ª - pedi às suas cuidadoras que a partir de agora não devem insistir com o 2º prato (o drama), se quiser óptimo, se não quiser não é para insistir. 2º - Decidi ali mesmo que iria à pediatra pedir um estimulante do apetite (é lógico que estou preocupada...) para tentar que tenha fome ou, pelo menos, vontade de comer autonomamente, já que requer 99% das vezes ajuda para comer. Ai.



Daí... não fui à pediatra, fui directa à primeira farmácia e pedi o melhor e mais eficaz. Terei de dar 5ml 3 vezes por dia. Comecei de imediato. 5 ml ao lache às 16h e 5ml ao jantar às 19h.

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Ironia das ironias, coincidência ao não, o Gui jantou a sopa, um prato de massa com bolonhesa e ainda comeu o risoto de cogumelos e espinafres (confesso que estou perita e estava delicioso.....) que tinha colocado no meu prato. Filho da mãe, deixa-me angustiada e depois faz-me destas. Uma coisa que notei ontem no Gui foi uma terrível necessidade de atenção. Agora faço um resumo do seu dia e ponho-me no lugar dele... eu estaria pior: acordou às 6h da manhã e já não voltou a dormir. Foi prá escola e prá visita de estudo aos bombeiros... voltou e desde as 12h às 14h e 30m teve alguém a insistir com ele para que comesse... não fez a sesta... os amigos acordaram e Às 15h voltou pró refeitório... de onde saiu às 15h e 40m porque o salvei de nova insistência para comer... Fomos à framácia e depois de brincar com ele 45m no quarto dele com legos a montar torres e depois com carros a fazer corridas, pediu para ver um filme. Depois disso ficou irrequieto, até jantou extraordinariamente bem e estava estoirado e o dia acabou com a monumental birra... a segunda pior de sempre. Mas, não faria, eu, birra, se o meu dia tivesse sido igual...???? Meu querido filho. Hoje estive a 1 minuto de faltar ao trabalho para ficar com ele... mas já faltam poucas horas para um fim de semana prolongado... depois compenso... ufa!



quinta-feira, 26 de maio de 2011

A arfar e a tossir :-)

O Gui foi agora aos bombeiros de Ponta Delgada em visita de estudo. Foi vestido a rigor... todo de vermelho. Estava ansioso para ver a água sair das mangueiras... "Mas não há fogo..." Veremos como correu...

Ontem encontrei forças nos meus amores (e um bocadito na minha auto-estima que anda perto do flácido) e voltei à carga na minha bicicleta. O pai e o Gui lá foram... e eu a reboque a arfar enquanto os olhos tentavam saltar das órbitas. A descer... todos os anjos ajudam e foi fantástico até mesmo quando caí no cruzamento porque o casaco ficou preso no assento e os pés não chegaram ao chão para parar adequadamente. Ri, nem vergonha senti. Senti-me desportista. Eheh... no jardim foi maravilhoso... andámos em plano horizontal... a subir a rua foi um Deus me valha:"Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarco pááááááraaaaaaaa.... espeeeeeeeeeeeeeeeeeremmmmmmmm por mimmmmmmm..." ihih... o máximo. Só filmado. Contudo... é para repetir. Haja sol. Porque aqui deixo registado, hoje, dia 26 de Maio, que há semanas que parece Novembro. Dassssssssssssssss
E nestes dias acredito que viver nesta ilha é um privilégio...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ninguém acreditaria se...



...eu garantisse que a Sininho vive em nossa casa. Aliás, que está a dormir, num recipiente, na nossa banheira, que o Gui lhe dá banho todos os dias, que a salva de ser esmagada por uma tampa de condicionador para o cabelo com uma máquina em forma de alavanca (o seu braço) e que esta máquina é activada pelo botão (a sua mama direita)... sim porque o outro botão (a mama esquerda) está desligado e quando é activado serve para ligar a água quente... "Oh Sininho, eu salvo-te"... "Mãe, não mexas, ela quer estar sozinha... dorme.".

...além disso também lá vive a Ana. A Ana está na banheira e conversa com o Gui (eu), e por incrível que pareça, responde-lhe mais concretamente do que quando sou eu (sua mãeeeeeeee) a perguntar coisas. A Ana é a cabeça de um lego da Chicco. É uma cabeça redonda, amarela, com dois olhos e dois laços na cabeça. Ela viaja de barco nas tampas dos condicionadores, mergulha até ao fundo da banheira e quando vem à superfície respira intensamente por causa da falta de ar... e, depois, também por lá, existe a carrinha das frutas e a carrinha dos gelados. A carrinha dos gelados só tem gelados de morango e a carrinha das frutas só tem maças e não é todos os dias. O Avião que lá existe, naquele mundo imenso, tem a brutal capacidade de ir ao fundo do mar salvar a Ana de um terrível e assustador momento debaixo de água. A corrente que prende a tampa da banheira é uma corda que salva os mais indefesos... nesses eu estou incluída. Tenho de me agarrar e confiar que é uma corda muito forte e me salvará de um perigo enorme... escorregar pela banheira.

A mão esquerda do Gui é, agora, a do capitão gancho (caquicãgancho) e eu sou, com alguma frequência o Peter Pan (tetetan), ambos saltamos com grandes e perigosas acrobacias (levantamos uma perna enquanto andamos de gatas, saltamos até ao tecto, corremos velozmente pelo corredor e escondemos-nos sem ninguém saber atrás dos cortinados).

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É bom ter 3 anos e meio e viver no mundo dos sonhos... e acreditar mesmo nele.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dia 1 de Junho

...a escola do Gui preparou um conjunto de actividades destinadas a acolher pais e crianças no mesmo espaço. Atelier de fantoches, atelier de moldagem/modelagem, atelier de pintura, atelier da música...e o cantinho dos bebés. Isto tudo para de manhã. De tarde, a partir da 15h haverá um lanche no jardim, à sombra das árvores e jogos tradicionais. E se todos os dias fossem assim, não seria tão melhor! Assim, sim, é dia da criança... mais ainda.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Recortes e colagens...





...depois de algum tempo sem escrever tento encontrar novidades, mas reparo que não tenho muitas. O Gui está francamente grande. Noto-o grande, fisicamente. As mãos, os pés... o corpo mais robusto. Tem feito evoluções das quais estamos extremamente felizes. Tem ultrapassado a sua dificuldade em comer sem ajuda, principalmente na escola. E, a poucas semanas de regressar a casa (a da família), estamos mais serenos. "Já falta pouco" é o pensamento que nos ajuda a passar os dias. Temos aproveitado para explorar as artes plásticas ;-) e passamos algum tempo entre recortes e colagens em tela. As colagens ficam inteiramente da responsabilidade do Gui. Os recortes eu e o papá damos também uma ajuda... é giro. O papá já não tem treinos e já está presente muito tempo. Continua a adorar pintar também e mexer em pastas e plasticinas... carros, pistas desenhadas no chão com fita cola, e a casa revirada por causa de outros afazeres... Mantemos as nossas visitas permanentes à biblioteca, onde cada vez mais somos priviligiados, em vários sentidos. Mesmo que tenhamos multas por atraso... são imediatamente retiradas. Se queremos mais livros do que os que podemos requisitar... abre-se uma excepção... recebe sorrisos enormes da todos os que lá trabalham enquanto passa e vai dizendo: "Bombia" (Bom dia"...

Continuo a achar que é maravilhoso ser a mãe do Gui.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Das melhores

"Mãe, olha o meu galo (o que fez na cabeça há umas semanas...) ainda cá está, mas não canta, pois não? nem põe ovos! Olha que eu tenho razão..."
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Lindo!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Não quero ir à escola. Poças...

"Mãe, não quero ir à escola... 5ª feira vou, hoje não."

- mas filho, a mãe tem de ir trabalhar. Eu vou para a minha escola, o pai vai prá escola dele e tu vais para a tua...

- "Não mãe, a escola está muito cheia... há muitos meninos."

- Mas eles são os teus amigos, tu gostas de ir à escola, não é...

- "Oh mãe, promete, vá lá, hoje não vou à escola, prometes?"

- não pode ser Gui... tens mesmo de ir...

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E, com o coração mais fraco do que uma palha lá fui levá-lo depois de lhe prometer que iria buscá-lo o mais depressa que pudesse. Abraçou-me forte antes de se sentar, deu-me dois beijos imensooooooooooooos e eu saí, mas não sem antes dizer à educadora que ele me tinha pedido para não ir e que hoje não foi a primeira vez. Sinto-me impotente. IMPOTENTE!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fim de Semana

AzoresInkStudio
Reservado para ele. Ontem, aproveitando as espreitadelas do sol, saímos para andar de bicicleta (os 3)... acontece que a minha furou e... em alternativa ficámos pela praia onde, supostamente, apenas ficaríamos para almoçar, mas o tempo foi melhorando e nós fomos ali permanecendo até quase ficar noite. Voltámos para casa de cara rosada e com sabor a verão. Delícia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sinais...

...de trânsito. Sabe-os melhor do que eu. E quando nem sequer reparo que existem, lá está ele para me alertar dos perigos ;-). "Cuidado mãe, aquele sinal dizia que é perigoso, a estrada está a escorregar..." (este é o favorito dele - piso escorregadio). "Mãe, alé há uma passadeira, olha o sinal azul, vês?", "Mãe, tens de parar, olha o STOP", "Olha mamã, alí diz que vai aparecer outra estrada do lado direito", "Mãe, ali podem aparecer as vacas..." lol uma sucessão de informação que segue durante todos os percursos de estrada. Ganhou-lhe o gosto nas férias da Páscoa, época em que fizemos alguns passeios mais longos onde, além das vacas, surgiram os sinais de trânsito em bricadeiras: "Vamos ver quem é que vê primeiro um sinal". A partir daí surgiram as dúvidas: "Mãe, o que significa aquele sinal?"


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Coisas dele a guardar:


Ao servir-lhe sopa: "Mãe, não deites mais, pode gastar-se..."


Ao comer batatas fritas e a três de terminar: "Mãe há mais batatas?" - Não - "Então não como mais, pode acabar-se". (muito poupadinho)


Ao beber um copo enorme com água: "Mãe, não posso beber mais água senão arroto-me" lololol...


Na escola para as educadoras: "Estou a comer tudo prá minha pila ficar grande!" e depois de ter terminado a refeição: "Oh, a minha pila está dura, sou forte!" ai nossa senhora... :-)


Depois de 5 minutos a ver uma abelha numa flor: "A abelha está a beber o pólen pra depois fazer o mel na colmeia"


e


os


intermináveis


porquês e senãos...


p e r m a n e n t e s...

tenho uma destas...

...em casa desde que o Gui nasceu, oferta do maridão. Usei-a uns 3 minutos até à semana passada. Sou anti-máquinas, não me motiva, nem inspira... além disso, não há tempo... e quando há só tenho vontade de descansar... mas depois de alguns sobressaltos que me fizeram "comer para esquecer" e depois das "borregas" começarem a saltar da ganga e ficarem a pulular entre cada passo numa espécie de gelatina prestes a desfazer-se, comecei a pensar mudar a atitude e comecei a carga. A par de um regime mais cuidado e de água a potes... finalmente começo a ver resultados. yeahhhhh!!! O percurso ainda é longo, mas este verão espero que as borregas... :-) desapareçam ou se disfarcem.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

PicNic



E, todos os dias de sol (por favor vem definitivamente), quando o vou buscar, dou por mim a sentar-me na relva e a brincar à bola, enquanto outros procuram lagartixas nos buracos da parede de pedra vulcânica. É um espectáculo. Acordam por volta das 14h 30m. e logo depois saem da sala e vão directos para o jardim (rico, tipicamente de cá, com flores de mil tipos e árvores idem-aspas) fazer o picnic. É o que eu chamo de "lugar-ideal-para-se-deixar-uma-criança-caso-a-mãe-não-possa-ficar-com-ele." Seguramente não é cansativo nem exaustivo para estes meninos privilegiados que lancham à sombra de árvores, naturalmente, com agrado, enquanto riem e convivem com amigos e educadoras (o Gui tem uma educadora e três auxiliares - estas, a meu ver, são tão educadoras como a educadora - todas fantásticas, que o mimam e educam como se pode desejar). E por isso tudo, tenho notado uma alegria a explodir dentro dele. Pois o único período que passa dentro da sala de aula é de manhã e durante a sesta... depois respira ar puro e está com a tal "matéria" como adoro chamar-lhe por ser mesmo esse o seu nome. Escusado também será dizer que quando chego junto dele as suas mãos já estão carregadas de folhas e/ou pedras. Ontem a euforia dele foi uma folha de dois tons (amarelo e verde) que deu tema de conversa para toda a viagem de carro: "Poquê esta fôia tem duas coies mãe?". Ora bem. Inicialmente a resposta até parece fácil... mas um porquê tem outro porquê e outro e outro e outro... até se esgotarem as possibilidades. :-)



p.s importante: e nesse jardim da escola não há escorregas, baloiços, balançés, nada, nada, nadinha... para além de uma estufa onde irão cultivar brevemente :-)... É puramente NATURAL. ihih... :-)))))))))) Pés na erva!


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À noite, inesperadamente, fomos jantar ao MC com a amiguinha F. Terminaram, já se sabe, no escorrega. As conversas que dentro desse espaço ecoavam puseram-me a pensar que estas crianças estão a crescer a velocidade descontrolada:


-"Ei, isto aqui é mesmo fixe, não é?"


- "Sim, aqui é mesmo fixe, é mesmo bom".

-"És a minha amiga?"

-"Sim, pois sou a tua amiga..."


-"Anda atrás de mim, vamos descer de cabeça"


-"Tá bem, depois vou eu, vá, vai!"

terça-feira, 3 de maio de 2011

Terapia da Fala - dispensa e outro dado de extrema importância para o nosso Gui

Ontem voltámos à consulta da terapia da fala. Regressámos de lá com dispensa. O sucesso é pleno. Fomos na altura certa. Agimos atempadamente e evitámos um problema mais sério. Regressamos daqui a um mês e meio caso se note algum retrocesso, caso tudo corra bem adiaremos a sessão de controlo e vigia. Mantemos algumas actividades e passamos a reservar apenas uma parte do dia para pôr em prática as devidas correcções. Regista-se apenas o facto de o Gui ser um pouco apressado nos diálogos e algo trapalhão, consequentemente. As correcções deverão ser efectuadas nessa altura do dia e não permanentemente para evitar inibições. Estamos gratos e felizes por esta fantástica conquista e evolução.

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Do cocó... mais uma grande preocupação nossa... o Gui, só há cerca de duas semanas, altura em que tive uma discussão mais "feia" e "horrorosa" com ele, da qual me senti muito mal e ele extremamente triste e ofendido, é que o Gui consegue fazer o cocó no "sítio" certo. É que, por alguma razão (que pode ser o facto de manter a fissura ou o de manter as fezes sempre demasiado duras) o Gui recusava-se MESMO a colaborar e continuava a esconder-se e a fazer os seus "sólidos" nas cuecas... o desespero já se tinham apoderado de todos. De nós, pais, que já não sabíamos o que fazer ou como actuar e dele que manifestava há muito tempo alguma vergonha e medo de o fazer.

Felizmente, depois daquele episódio, as coisas inverteram-se e ele finalmente "acerta em cheio" ;-)... depois de cada vez pergunta-nos: "Mãe, estás muito feliz???" respondo sempre afirmativamente, claro, mas deixa-me preocupada o facto de ele querer agradar e ter medo de falhar... sai a mim nesses três aspectos. Nas dificuldades que sentiu para perder o receio em fazer na sanita, na vontade de agradar e no receio de falhar.

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Apontamentos para não se perderem no tempo:

O Gui continua a cantar diariamente o abecedário (tema que reúne o seu amor incondicional);

Continua a ter adoração por pedras e folhas e o meu carro anda cheio destas duas matérias.

É muito caseiro e queixa-se que há "muitos meninos na escola e fazem muitas birras" (a sala dele tem 13 crianças, no próximo ano terá 25)

Conta até 20, forma conjuntos e grupos segundo formas, tamanhos e cor e tons sem dificuldades.

Identifica muitas formas geométricas, das quais destacamos o hexágono, o losango, também...

Sabe todos os dias da semana e sabe o que faz em cada um dos dias.

Não colabora para se vestir.

Não colabora para comer.

A única fruta que come é banana.

Come sempre sopa, porque nunca sabemos se vai querer o 2ºprato e a fruta... só de boião.

É de uma meiguice deliciosa, característica inalterável.

Gosta de brincar às casinhas e adora os tachos.

É fascinado pelo lobo mau e acha, muitas vezes, que ele encarnou em si.

Tem dificuldade em brincar sozinho em casa e requer sempre a presença de um dos pais.

Adora panquecas e sumo de laranja acabados de fazer.

Adora os três peluches e dorme sempre com os três: O cão, o gato flor e o coelho.

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Outro apontamento importante:

Está frio, o sol evaporou-se.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dúvidas e mais dúvidas...

Devo ser muito parva ou muito insegura, porque a minha cabeça anda sempre à volta do mesmo. Desta vez é a pré. Ainda a pré. Ainda a pré. Ainda a pré... ainda a.... ainda... AIND...

Ontem foi o nosso dia. Fizemos a sesta juntos. Passei o tempo todo a olhar pra sua cara (um doce) e os receios atormentaram-me mais uma vez... a transição para outra escola vai ser penosa. Diz-me aquele instinto. Diz-me.

Na 6ª feira, num ataque de ansiedade, vi-me implantada na pré da básica onde trabalho. Saí de lá com as fichas de inscrição e cheinha de medos.

Com lugar garantido numa escola ainda continuo a procurar o lugar ideal. E dou por mim, neste instante, a procurar uma utopia, porque para mim, a escola perfeita é em casa, ao meu lado... enfim...

Dou por mim a imaginá-lo largado à entrada da escola a chorar enquanto me afasto. Dou por mim a pensar no gelo que vai sentir. Dou por mim a andar a 170km pra ir buscá-lo mais depressa... se possível...

O pânico instala-se mais ainda quando me lembro que, na escola onde está inscrito, as regras são: deixar a criança com a educadora logo no hall de entrada do edifício e ir embora. Ou seja, os pais não circulam dentro da escola, nos corredores... à saída, a funcionária, que está ali só para isso, liga para a sala e chama a/s criança/s dos pais que aguardam... e a educadora vem e entrega. Bom, eu sou maezinha pra entrar ali por dentro na certeza de que ninguém me vai prender. Até porque vou pagar. Entrar e ver como está. Como se enquadra no novo ambiente. Como são as suas reacções. Como é o seu olhar.

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Nesta escola, actualmente, entro, sento-me com eles, sou convidada para contar histórias ou cantar-lhes uma música... logo aí é concretizada a ligação escola/casa que eu tanto valorizo. Uma é o prolongamento da outra. Saio de lá, como ele, todos os dias depois de ali permanecer entre 20 a 30m... e depois de saber concretamente como foi o seu dia naquele espaço, onde comeu, brincou, dormiu, fez a sua higiene... eu preciso disso... preciso mesmo. É assim que deve ser. Acho eu, mãe galinha. Mãe ansiosa e stressada.

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Vou jogar no euromilhões. Vou. Vou VOUUUUUUUUUUUUUUUUUU

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Extremos...

...Se ontem passámos a tarde na praia... hoje está um frio de rachar...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

As saudades que vai sentir...





...desta escola... vão ser imensas. :-(

Manhãs...



...têm sido duras. Principalmente o acordar... o Gui insiste em não sair da cama: "mãe, fecha a porta mais um bocadinho, quero ficar quentinho..." O pior é que eu cedo. Aconchego-o enquanto faço outras coisas... a tarefa ingrata de o levantar da cama tem ficado para o papá... que sempre é mais firme e decidido...
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À noite tem ido dormir mais tarde do que o habitual: 22h 30m / 23h. Isso trás as consequências que descrevi. Em contrapartida tem feito óptimas sestas na creche. Além disso a boa disposição é inegável ao longo do dia todo!

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P.s - Tem um segredo para o dia da mãe e, este mu filho, vai ser um bom ouvinte, um amigo confiável, porque não diz MESMO o que vai acontecer no dia da mãe: "É supesa mãe, a Mica disse pa num dizê nem aos papás, nem às mamãs..."... - "Mas a mim podes dizer..." lol... "Nãoooooo posso mãe, é segedo, num é pa dizêêê!". ;-)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Esta é a cara da felicidade!

Os nossos dias têm sido brindados pela felicidade, com tudo o que isso significa para mim: o meu filho a sorrir que nem um tonto por tudo e por nada, uma bicicleta e uma cadeirinha atrás, uma ilha verde, espreitadelas do sol, regresso ao trabalho (que também adoro), ordem na minha cabeça, algum peso perdido para a chegada do verão e a recordação de uma Páscoa 5*. Foi uma Páscoa longe da família, mas com amigos, dos bons.... dos que fazem bem... principalmente ao meu GUI... que não tirou este sorriso o tempo todo!

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P.s - só eu é que noto que o $ está cada vez mais curto???

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P.s2 - só eu é que não tenho vontade de ver tv? FMI´s? e afins????? Ai.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

das sestas e das noites

É de assinalar que a despedida da chupeta trouxe consigo sestas e noites mais curtas. Deita-se mais tarde, adormece mais tarde, acorda mais cedo. Se antes acontecia que acordava e adormecia novamente, agora parece um pardal disperto ao primeiro sinal de luz na janela do quarto. O adormecer é tarefa mais demorada. Não faz mal. Ao invés de 30m de histórias ao deitar... passámos para 50m. Tem adormecido quase 1h após o deitar... fica lá a cantar, na cama, músicas com nexo, outras sem... mas não chora. As sestas têm sido feitas comigo. Uma verdadeira delícia. Hoje, por exemplo, foi um dia bom. Adormeceu 20m depois de desligarmos a luz e passou as duas horas de sono a fazer-me festinhas na cara e a tocar com os pés nas minhas pernas... por vezes vira-me a cara e dá-me uns 40 beijinhos... mais ou menos ;-)... e depois continua a dormir...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Caça aos ovos

Fotos tiradas pelo tlm


Ontem foi dia de celebrar a Páscoa à boa maneira que as mães sabem. Reunimos um grupo fiel de amigos... o Gui é o macho do grupo... e, no nosso tão querido Jardim António Borges, fomos à caça dos ovos. As mães, astutas, sem que os mais pequenos se apercebecem, espalharam pelo jardim ovos de chocolate e por cada criança um cesto. Depois da contagem decrescente foi ver a euforia na corrida à caça e a alegria estampada de cada vez que cada um era descoberto! Amei esta tarde... para o ano há mais.
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P.s - Domigo, aliás, repetir-se-à, mas apenas com uma amiguinha, após o almoço de Páscoa, na Lagoa das Sete Cidades, envoltos daquele "pequeno reino encantado" que é a fantástica paisagem!

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Lembrar também que esta interrupção lectiva está a voarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr

quarta-feira, 20 de abril de 2011

E foi ver-nos...

...agarrados a chorar, muuuuuuuuuuuuuito, quando o John se foi embora... o meu coração quase partiu a vê-lo soluçar (abraçado a mim) como se a despedida fosse real... na sua vida... indescritível.
Eu aproveitei e passei o resto do dia a chorar que nem uma madalena... é que por vezes bastam as coisas mais simples para me arrancar um choro tresloucado que está comprimido cá dentro há tempo demais e que não sai por nada (tipo gelo).

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A minha mãe disse-me pelo telefone: "amo-te filha"... apenas consegui responder: "eu tam..... buáááááááá" Sim, desliguei o telefone antes do buáááááá...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Férias - dia 10


Passam a correr... parecem um sopro numa vela, estes dias... não tarda volto ao trabalho, mas até lá... GUI GUI GUI GUI GUI sempre!

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A recordar:

Ontem, pela primeira vez na nossa vida, discuti seriamente com o Gui, por razões que mais tarde conto. Na realidade foi duro, duro, duro, mas tão duro que me fez chorar. Fui cruel com ele. Fiz com que se sentisse mal. Pedi-lhe muitas desculpas, porque a razão do meu descontrolo foi a impotência de não conseguir mudar algo que nem ele controla. Fui parva. Durante todo o dia mostrou-se sentido, magoado e revoltado. Com toda a razão. Depois mudei a atitude. Devia ter pensado antes de ter discutido com ele. Conversei com ele e fiz-lhe crer que um dia conseguirá e que não é o único a quem isso acontece. Permaneceu de olhos baixos e tristes. No final do dia veio a calma. Vimos o Mogli, lemos o livro, tomámos um banho de 1h e rimos imenso. Recuperámos a nossa eterna cumplicidade. E serviu-me de lição. Nunca mais agirei assim com o meu filho, mas assumo que os nervos e o desespero tomaram conta de mim naquele instante, naquela fracção de segundo. Irreflectidamente procedi mal. Muito mal. Disse-lhe coisas más.

O meu coração ficou esmagado de dor. Meu querido.

terça-feira, 12 de abril de 2011

depressa/devagar

Casa aspirada, lavada, vidros limpos, pó limpo, compras feitas... eis que só temos de fazer as camas e as refeições. Cum caneco. Férias. :-))))))))
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p.s - alguém me sabe explicar porque não consigo publicar posts sem ser através do firefox????? grrrrrrrr

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Férias. Dia 3

Depois do acumular de trabalho em tempo de aulas e de demasiado tempo sem o meu filho, finalmente as férias chegaram e com SOL! Ontem, aproveitando o bom tempo, fomos ao Pinhal da Paz... hectares de verde... água, bichos, e matéria! Demos pão aos patos... e às galinhas... e aos gansos...
Depois passamos o resto do tempo a descansar. A ouvir os melros e a brincar às casinhas... ,muito bem acompanhados, como sempre...

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Hoje, dia 3 de férias, já tivemos a nossa dose de mimo e tempo muito bem passado na marina e no parque. Vida boa... vida boa.

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P.s - para mim é bastante estranho estar nesta ilha sem nada para fazer. Tenho sempre a ideia de que "amanhã" vou prá escola... Assim, sem rotinas, é TÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO diferente. TÃÃÃÃOOOOOOO bom!

sábado, 9 de abril de 2011

Charlie e Lola

Estes desenhos animados fantásticos inspirados na criação de Lauren Child enchem os olhos e mente criativa das crianças... o Gui é o primeiro. Adora. E eu adoro também. São de uma criatividade e de uma imaginação únicas. A simplicidade e clareza de expressão são divinais e tornam estes desenhos, livros e figuras tão extraordinaria e imensamente interessantes. Dois irmãos simpáticos que aprendem brincando. Os livros encontram-se facilmente. E os episódios... Disney Channel. Nós gravamos. ;-)